6 de dez de 2012

Descobrindo os elementos da alfabetização

O dicionário Webster define a alfabetização como "a capacidade de ler e escrever." A simples definição esconde um processo complexo que inclui a capacidade de decodificar palavras na página e entender o que elas significam no contexto em que foram escritas.

Confira a coluna completa no interessante blog eye on early education

22 de nov de 2012

Bilinguismo Infantil


A apresentadora Michelly Pettri recebe LUCIANA BADRA, pedagoga especializada em educação bilíngue, também formada em língua e literatura inglesa pela PUC-SP e coordenadora acadêmica da Maple Bear Canadian School Alto de Pinheiros.

Embora a língua oficial do Brasil seja o português, é crescente o número de crianças que aprendem outro idioma ainda nos primeiros anos de vida. Veja todos os benefícios do bilinguismo, entenda as diferenças entre crianças monolíngues e bilíngues e saiba quais são as diferenças entre escola bilíngue e escola internacional!

O programa “Mamãe Eu Quero” vai ao ar toda quarta-feira, às 20h, pela Tv Geração ( www.tvgeracaoz.com.br ). Para assistir a entrevista acesse: http://goo.gl/CuLhc 

4 de out de 2012

Profissão bilíngue: Turismo


O brasileiro é um dos povos que mais tem viajado nos últimos tempos por conta da estabilidade econômica e o aumento da renda no país. Por outro lado, o Brasil é também um dos lugares mais visitados por turistas estrangeiros, mesmo que essa não seja a principal fonte de renda do país. Mas o turismo, um dos setores que mais movimentam a economia mundial, é a principal fonte financeira de muitas cidades em todo o mundo.

A carreira dos chamados turismólogos nasceu junto com a mania de visitar lugares diferentes. Mariana Lagos, professora de Turismo da Faculdade Anhembi Morumbi, em São Paulo, conta que, até há pouco tempo, aqueles que escolhiam esta profissão eram vistos com maus olhos. “Turismo era considerando um curso para pessoas que não queriam trabalhar, apenas ficar viajando pelo mundo. As pessoas de fora não levavam esta carreira a sério”, diz.
Mas atuar na profissão não é assim tão simples. O turismólogo cuida de áreas complexas como planejamento, organização e divulgação de viagens e eventos, como jogos olímpicos, Copa do Mundo e outras realizações esportivas.

Na universidade, o estudante de turismo passa por aulas como marketing, administração, contabilidade, história, geografia e idiomas. Mariana conta que diferentes línguas são um diferencial extremamente importante na carreira de um profissional do turismo. “O turismólogo deve comunicar-se com pessoas de diferentes países na organização de um evento, por exemplo, e, na própria realização de atividades de lazer ou negócios, ele pode exercer a função de orientador, portanto, precisa saber indicar os melhores locais turísticos e pontos interessantes da cidade”, diz.

Algumas experiências como guia de turismo em parques da Disney ou em passeios turísticos em cidades como Londres e Nova Iorque são comuns e servem como estágio para muitos jovens que estão no começo da carreira. Não é nem preciso dizer que, de fato, o segundo idioma, nesta profissão, é fundamental. “Mesmo que o profissional for trabalhar em alguma cidade do Brasil, o contato com estrangeiros faz parte do dia a dia do turismo, com certeza”, ressalta Mariana.

27 de set de 2012

Profissão bilíngue: Hotelaria


Um hoteleiro – profissional formado em Hotelaria – pode trabalhar com administração, gastronomia ou eventos, além de encontrar oportunidades de trabalho em hotéis, flats, spas, estâncias e resorts. Mas, independentemente da área que for seguir dentro da profissão, certamente um hoteleiro se sairá melhor na carreira se souber falar, pelo menos um segundo idioma.

Gabriel Fonseca trabalha com hotelaria há cinco anos e, hoje, faz o que mais gosta: planejar cardápios de restaurantes de hotéis. Mas, para conseguir exercer sua função favorita, Gabriel passou anos adquirindo experiência em outras áreas e em outros países. “Fiquei dois anos em Nova Iorque trabalhando em diversos hotéis como recepcionista e concierge. Depois, passei um ano na Rússia e mais dois na França, como assistente de cozinha em hotéis. Foi uma experiência fantástica que me trouxe até aqui”, diz.

Formação

Apesar de viajar e conhecer lugares, culturas e pessoas diferentes, Gabriel passou por muito aperto. O hoteleiro conta que teve que aprender a lidar com chefs de cozinha arrogantes, a lavar banheiros, passar roupas e atender aos pedidos de diferentes hóspedes, além de acordar muito cedo e trabalhar até muito tarde.

Além de disposição, a profissão escolhida por Gabriel exige fluência em mais de um idioma. Para o hoteleiro, saber falar diferentes línguas é fundamental, mesmo se o emprego for no Brasil. “Hoje em dia, todo o mundo viaja para todos os locais. Até em hotéis brasileiros é imprescindível ter funcionários que falem inglês, espanhol e até francês. Idiomas como Italiano, Alemão e Mandarim também são grandes diferenciais”, afirma.

Gabriel fala fluentemente português, inglês e francês, além de entender um pouco de Russo. Para ele, a língua inglesa, que aprendeu desde pequeno, ainda é a mais importante. Ele começou a fazer aulas do segundo idioma aos onze anos de idade e a fluência veio aos 16, ao fazer intercâmbio de seis meses na Nova Zelândia. Foi o domínio da língua que levou Gabriel a tão longe. “Todos os cursos que fiz no exterior exigiram provas de proficiência no idioma inglês e, não tem jeito, em qualquer hotel do mundo é preciso ter funcionários que falem inglês, ainda a língua oficial do mundo e, com ela, dá para se comunicar em qualquer lugar”, ressalta.

Com tantos idiomas na ponta da língua, o hoteleiro ainda quer conquistar o mundo. Sua próxima parada será a Itália, daqui a um ano, e sua meta é trabalhar um período em Dubai, país que abriga uns dos mais luxuosos hotéis já construídos no mundo.

20 de set de 2012

Profissão bilíngue: Professor de Inglês



Além de frequentar aulas de idiomas na escola, Camila Vilar Canhete, hoje professora de Inglês em escolas de ensino médio e de idiomas de São Paulo, começou a ter aulas particulares de inglês quando tinha sete anos de idade por influência de sua mãe, que considerava o segundo idioma muito importante. 

Aos 16 anos, passou seis meses na Inglaterra, mas confessa que seu principal objetivo não era aperfeiçoar o inglês. “Sempre quis conhecer a Inglaterra e achei que a experiência como um todo seria extremamente valiosa. A questão da língua acabou sendo uma consequência do intercâmbio”, diz.

Ao entrar na faculdade de letras, Camila estava em dúvida entre trabalhar com inglês ou português. Mas como tinha domínio nos dois idiomas, optou pela dupla licenciatura e, assim, acabou ingressando-se no mercado de trabalho ao lecionar a língua inglesa que, hoje, é sua verdadeira paixão.

Profissão

“Ser um bom professor de uma segunda língua vai além de ser fluente. Muitas pessoas são fluentes em Inglês e nem por isso são bons professores. Um bom professor precisa ter domínio e fluência muito grandes nos dois idiomas, mas, mais do que isso, é preciso estudar muito, saber pontos gramaticais, questões de pronúncia e, principalmente, ter conhecimento dos melhores métodos para facilitar o aprendizado”, comenta a professora.

Camila afirma que professores precisam amar sua profissão para conseguir exercê-la. E garante que, quando se trata de um segundo idioma, a pressão é ainda maior. “Ser professor em qualquer área é um desafio constante, mas a parte mais difícil para um professor de Inglês é a cobrança por parte dos próprios alunos, seus pais e a escola, que esperam resultados rápidos”, conta.

Em compensação, ela acredita que a melhor parte também são os alunos. Camila diz que trabalhar com pessoas diferentes e ter a possibilidade de conhecer a vida de crianças e adolescentes são experiências muito enriquecedoras. “A profissão é cheia de desafios e muda muito de instituição para instituição, então a profissão nunca é igual. E isso é o que é mais interessante em ser professora. Nunca uma aula será igual a outra e nunca um aluno será igual a outro”, garante.

Melhor idade

Como professora, Camila afirma que a melhor época de aprender um segundo idioma é na infância. Ela ressalta que o cérebro de uma criança tem os hemisférios direito e esquerdo mais conectados, o que facilita para que a criança guarde as informações de maneira mais fácil e menos crítica do que um adulto. 

Além disso, os aparelhos auditivo e fonológico de uma criança são muito mais precisos – conseguindo distinguir e assimilar melhor os sons e os fonemas que a língua materna não possui. “Em geral, crianças aprendem mais rápido e com mais facilidade do que adultos, então começar cedo o contato com o Inglês seria ideal. Mas é preciso pesquisar muito bem para encontrar alguma escola ou professor que utilize o melhor método para o aprendizado desse público, pois crianças, adolescentes e adultos aprendem de formas bem diferentes”, alerta.

11 de set de 2012

Profissão bilíngue: Comércio Exterior


Para dar continuidade à nossa série sobre profissões bilíngues, conversamos com Giovanna Oleon, recém-formada em Comércio Exterior. Ela conquistou uma disputada vaga de treinee na área em uma empresa multinacional por conta de sua fluência no idioma inglês.

Giovanna afirma que a vaga ficou entre ela e mais duas pessoas. “Passamos todos por um longo processo seletivo e, em uma das últimas fases, precisávamos vivenciar uma situação corriqueira da profissão, como negociar importação e exportação de produtos, além de conversar com fornecedores. Mas estas simulações foram todas feitas em inglês e, ao ser contratada, meu chefe me contou que tive destaque por saber me expressar muito bem em um segundo idioma”, diz.

Inglês na prática

Além de ter muito contato com a língua inglesa por meio de músicas e filmes, Giovanna começou a ter aulas do idioma com apenas 12 anos de idade. Para correr atrás do atraso, aos 17 anos, ela passou cerca de 10 meses na Austrália e lá, adquiriu a fluência na língua inglesa. Mas a relação entre a profissional e o idioma não acaba por aí.

Giovanna conhecia histórias de amigos que, depois de voltarem para casa, haviam perdido a fluência do inglês com a mesma facilidade com que o tinham adquirido no exterior. Para não ter o mesmo fim, antes mesmo de entrar na faculdade, ela fez estágio na área de vendas em uma empresa que importava insumos do exterior. “Falava inglês todos os dias no trabalho, principalmente atendendo a telefonemas. Assim, treinei muito minha audição e minha fala. Às vezes, era bem difícil entender e me fazer entender pela pessoa do outro lado da linha, que era, geralmente, chinesa ou indiana”, lembra.

Foi por conta desta experiência que ela optou pela carreira de comércio exterior. Hoje, Giovanna segue praticando o segundo idioma todos os dias e já está começando o curso de espanhol, com pretensão de, daqui a algum tempo, começar a falar francês. Mas, se pudesse ter escolhido, ela teria aprendido todos estes idiomas ainda criança. “Falo pela minha própria experiência com o inglês. É muito difícil assimilar as diferenças e peculiaridades de uma segunda língua depois de fluente na língua materna. Sei que o inglês eu domino bem, mas acredito que os próximos idiomas serão ainda mais difíceis de aprender. E não tem jeito, hoje, todo mundo precisa saber falar outras línguas”, ressalta.

30 de ago de 2012

Profissão bilíngue: Tradutor


Hoje, o conhecimento da língua inglesa é muito importante para qualquer profissional. Porém, em algumas áreas, a perfeita fluência no segundo idioma é essencial. Para apresentar as várias profissões ligadas ao bilinguismo, iniciamos hoje uma série especial do Blog Ensino Bilíngue. E a primeira é a do Tradutor. Confira!

Roberto Ranieri é tradutor e intérprete. Ele acredita que se não tivesse contato com o inglês desde pequeno, não teria conseguido sucesso na carreira escolhida. “Meus avós são americanos e, apesar de morarem no Brasil há muitos anos, ainda se comunicam na língua inglesa. Quando pequeno, eu me interessei pelo vocabulário diferente que eles usavam e acabei aprendendo a falar o idioma para poder conversar naquela língua também”, conta.

Ranieri começou a fazer aulas de inglês aos dez anos de idade, mas, nesta época, já falava e entendia o idioma com facilidade. As aulas foram muito importantes para que o então aluno pudesse aprender regras gramaticais e a escrita.

Da infância para a vida

Por estar sempre em contato com os dois idiomas ao mesmo tempo, aos 18 anos, Ranieri escolheu a profissão que seguiria. “Minha mãe e meus irmão não falavam inglês direito e eu adorava traduzir conversas secretas de meus avós para eles. Não tive dúvidas, tinha certeza que gostaria de trabalhar com os dois idiomas no meu dia a dia, então escolhi tradução e interpretação para cursar na faculdade”, diz.

Hoje, ele trabalha principalmente com tradução simultânea ao vivo em palestras e eventos. A profissão também consiste em tradução de documentos, textos, contratos, publicações e legendas de filmes e programas de televisão. “Meu trabalho exige um alto nível de concentração, mas, acima de tudo, o fundamental é ter muito domínio nos dois idiomas que utilizo – inglês e português. Sem isso, não teria condições de trabalhar em minha área”, ressalta.

Além de tradutor, outras profissões que podem ser consideradas bilíngues são: diplomata, hoteleiro, professor de inglês e correspondente internacional. Complementando, profissionais diversos que trabalham em multinacionais ou com relações internacionais e comércio exterior também precisam saber dois idiomas. “No mundo globalizado em que vivemos todas as profissões já são bilíngues”, comenta Ranieri.