30 de jun de 2011

Pesquisa aponta porque bebês aprendem idiomas facilmente

A pesquisadora Patrícia Kuhl, professora de Ciências da Fala e Audição e co-diretora do Institute for Brain and Learning Sciences na Universidade de Washington (EUA), conduziu uma pesquisa com bebês para entender porque as crianças têm facilidade de aprender mais de um idioma ainda no primeiro ciclo de vida.
De acordo com a professora, o melhor aprendizado da linguagem acontece até os sete anos de idade. Ela considera os bebês e as crianças até essa idade como gênios. Depois disso, há um declínio sistemático de aprendizado da linguagem que se torna ainda mais crítico após o período da puberdade.
Um vídeo de sua apresentação durante a TEDxRainier, um evento mundial de novas ideias que acontece anualmente na Califórnia, mostra a teoria completa da pesquisadora e também indica como ela acredita que as crianças são capazes de avaliar os diferentes sons. Segundo ela, bebês são capazes de criar estatísticas mentais a partir do número de vezes que determinadas letras são pronunciadas. Estudando como os sons são aprendidos, os pesquisadores acreditam que as crianças absorvem um modelo de estatísticas de diferentes línguas e usam o que aprenderam em vários idiomas.
Patrícia diz ainda que crianças do mundo inteiro podem distinguir os sons, em todas as línguas, independentemente do país em que elas estejam. E isso muda, positivamente, o cérebro delas. No entanto, para que esse efeito seja sentido de maneira mais significativa, é preciso que uma pessoa - pai, mãe, professor - esteja falando diretamente com a criança, em vez de expor o bebê a áudio ou imagens pela televisão.
A pesquisadora fala ainda sobre experimentos de laboratório, de tomografias cerebrais, que mostram como crianças de seis meses de idade usam o raciocínio sofisticado para entender seu mundo e o que acontece em sua volta.
Vale a pena assistir ao vídeo. Está no YouTube, em inglês:

27 de jun de 2011

A melhor idade para começar a falar outra língua

“A educação bilíngue pode começar quando a criança ainda é bebê”, afirma a professora de Linguística da PUC do Paraná, Rosane de Mello Santo Nicola, mestre em Educação. “Não que exista uma idade-limite para esse aprendizado começar, mas pesquisas apontam que até o terceiro ano de vida a criança tem um domínio muito grande do contexto em que vive. Pode não entender direito o que está sendo dito, mas compreende o tom da voz e a expressão do rosto, por exemplo. Isso possibilita a ela aprender de forma totalmente natural, sem imposições”, garante.

Para Rosane, a criança que recebe educação bilíngue está propensa a desenvolver mais o cérebro, além de aprender o segundo idioma com mais facilidade. A professora explica que, na teoria cognitiva, quanto mais possibilidades de aprendizado existir, mais a criança vai aprender. Consequentemente, com uma educação em dois idiomas a criança pode acumular um repertório maior de informações, pois o ensino é feito sempre com parâmetros curriculares de outros países. Segundo Rosane, aprender dois idiomas ao mesmo tempo é um método de aquisição de informações que transcende a língua e apresenta um novo universo cultural do país ou países onde a segunda língua é falada. “Criança pequena é como fita virgem: o corpo diz para ela aprender a ouvir e o cérebro reforça a ordem”, complementa.

A pedagoga Marina Freitas, de São Paulo, concorda que quanto mais cedo acontecer esse contato da criança com outro idioma, melhor. Ela conta que antes dos dois anos de idade, aceitar outro idioma é fácil e a criança nem questiona. O ensino é aceito como mais uma característica do ambiente, e isso ocorre de forma natural. “Para cada objeto encontrado, são criados dois caminhos para significar e representar: um em português e outro no segundo idioma”, comenta.

Conforme a fluência na língua materna vai se aprimorando, diz Marina, o processo de aprendizado de outro idioma muda. “Até os dois anos de idade, a comunicação é feita de forma não-verbal. Com a fluência, a criança começa a questionar mais o segundo idioma, inclusive no que diz respeito à pronúncia de determinadas palavras, por exemplo.

Você acredita que a tendência para o futuro seja que todas as crianças recebam educação bilíngue?

22 de jun de 2011

Pais de crianças alfabetizadas em dois idiomas recomendam o bilinguismo

Quando os pais decidem colocar os filhos em uma escola bilíngue, ficam em dúvida se a criança vai ou não se adaptar a esse tipo de alfabetização. Claro que pedagogos, neurologistas ou psicólogos são importantes fontes de consulta na hora de pesquisar sobre o tema e analisar quais as vantagens do ensino bilíngue. No entanto, não dá para negar que os pais de crianças alfabetizadas em dois idiomas podem atestar os resultados positivos.

Rosemeire Lopes é mãe de Paolla e Vitoria, gêmeas de quatro anos de idade que estudam em escola bilíngue. Ela conta conta que o inglês, no caso, tornou-se um idioma natural para as meninas. “Eu me surpreendi quando elas começaram a cantar Beatles no carro. As duas ficaram me ensinando a pronúncia correta das palavras, dizendo que eu estava cantando errado. Elas não têm mais vergonha de usar o inglês”, conta.

Luciene Torello também é mãe de duas alunas de escola bilíngue. Manoela e Luisa, de cinco e dois anos, respectivamente, deixaram Luciene espantada quando começaram uma briguinha de irmãs em inglês. “Elas estavam brincando, conversando em português e, de repente, começaram a discutir em inglês. Foi então que percebi que o ensino está trazendo resultados”, diz.

A participação dos pais, somada ao método de ensino adotado pela escola, contribui muito com a evolução da criança no segundo idioma. De acordo com a coordenadora pedagógica Marizilda Marins, é essencial que os pais entendam o currículo e a proposta da instituição bilíngue. “Dessa forma, os pais conseguem estimular e incentivar as crianças”, explica.

Uma dica da pedagoga para os pais: estabeleça um momento para falar em inglês com o seu filho, como na hora do jantar ou do banho, por exemplo. “Quando há envolvimento dos pais, a possibilidade de sucesso no bilinguismo é muito maior”, finaliza.

Jane Freitas, mãe de Felipe, de quatro anos e que está sendo alfabetizado no bilinguismo, conta que tem muita proximidade com a escola do filho. “Nossa família realmente faz parte da vida escolar do Felipe”, diz.

Você acompanha o desenvolvimento do seu filho na escola?

20 de jun de 2011

Bilinguismo favorece o raciocínio

A educação bilíngue na infância pode trazer diversos benefícios para a criança, como o conhecimento de novas culturas, melhores oportunidades de trabalho no futuro e, ainda, uma facilidade maior para aprender novos idiomas. Segundo Roberto Godoy, neurologista do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, no bilinguismo os horizontes intelectuais são ampliados, o que favorece o raciocínio. Por isso, crianças bilíngues têm uma capacidade maior para pensar de maneira mais complexa.

No processo de aprendizagem, o cérebro da criança cria memórias, quando há aquisição da estrutura e do vocabulário de um novo idioma. “Há uma alteração estrutural do tecido nervoso. Novas conexões entre os neurônios são criadas cada vez que aprendemos algo, incluindo uma nova língua”, explica Godoy.

Segundo uma pesquisa realizada pela professora de psicologia, Ellen Bialystok, da Universidade de York, no Canadá, pessoas bilíngues podem atrasar em até cinco anos o surgimento do mal de Alzheimer, o que não previne a doença. Porém, permite que aqueles que a desenvolvem lidem melhor com ela.

Além disso, pessoas com Alzheimer que possuem elevado nível cultural conseguem superar certas dificuldades da degeneração cerebral, de acordo com o neurologista. “Na realidade, não há um atraso no desenvolvimento da doença, mas uma aparência de normalidade nas pessoas cultas. Isso se dá pelo fato de essas pessoas terem alguma facilidade em encontrar soluções para as dificuldades impostas pela doença”, revela Godoy.

Você incentiva seu filho a trabalhar o raciocínio?

16 de jun de 2011

Boa formação de professores é essencial para aprendizado bilíngue

Escolher uma escola para os filhos nem sempre é uma tarefa fácil. E quando a opção definida é uma escola bilíngue, a preocupação é ainda maior, pois existe o risco de deparar-se com profissionais despreparados para a tarefa. Para evitar que isso aconteça, é importante consultar a coordenação da escola e se informar quanto à formação dos professores.

Para a psicopedagoga Renata Cantini, professor bilíngue tem que ter, no mínimo, a formação em Pedagogia ou Letras e possuir, ao menos, um certificado internacional, como a especialização em Cambridge, por exemplo. “Vale lembrar, entretanto, que além da capacitação direcionada, o professor tem que ter o perfil adequado: precisa gostar de dar aulas e saber ensinar de forma contextualizada, ou seja, aulas mais dinâmicas e com o suporte da interdisciplinaridade”, afirma.

A pedagoga Herika Siqueira afirma que além de se preocupar com as especializações, a escola precisa preparar o profissional antes do início de suas atividades. “Quando o professor é admitido, a escola precisa oferecer um treinamento individual. A receita básica para um bom desenvolvimento das aulas é orientação e treinamento”, comenta.

Depois de contratado, é fundamental que o professor faça sempre cursos de aprimoramento e reciclagem e se mantenha alinhado à metodologia da escola. “Além de encontros quinzenais com a equipe para o planejamento, na escola onde leciono é feito um acompanhamento diário, com fichas de observação”, salienta Renata. Ela afirma que é dever da escola promover grupos de estudos e encontros de capacitação. “Além, é claro, de ser necessário que o professor faça esporadicamente cursos de pronúncia”, complementa.

Para a presidente da Oebi (Organização das Escolas Bilíngues de São Paulo), Ana Paula Mustafá Mariutti, o maior desafio enfrentado pelo professor não é manter-se atualizado ou atender às exigências de mercado, mas sim acreditar na educação bilíngue. “Comunicar-se em inglês é o que vai fazer com que a criança aprenda. Quando o professor desacredita e desiste de falar a língua achando que a criança não está aprendendo, ele está sabotando o aprendizado”, avalia.

Na sua opinião, a metodologia da escola conta tanto quanto a especialização do professor?

14 de jun de 2011

Bilinguismo ajuda criança a relativizar os fatos

A educação bilíngue está relacionada a diversos processos, mas, primeiramente, depende de outras questões como idade, língua materna, facilidade de aprendizagem, entre outros aspectos. Conversamos com Norma Viscardi, Mestre em Linguística Aplicada pela UNICAMP e pós-graduada em Psicopedagogia pela PUC, para esclarecer dúvidas constantes de pessoas interessadas no bilinguismo infantil. Após viajar para diversos países atrás de um modelo exemplar de educação bilíngüe (confira no post anterior suas experiências nessa busca), Norma também nos conta como um pouco sobre suas reflexões a respeito do bilinguismo, em entrevista que você confere abaixo.

Quando começou a se interessar pelo tema bilinguismo?

Sempre fui apaixonada por línguas e culturas estrangeiras. Meu interesse surgiu quando, aos 17 anos, viajei pela Europa e, já naquela época, verifiquei a fluência das pessoas em mais de um idioma. Resolvi estudar línguas e me especializei em tradução. Depois, passei a me dedicar ao ensino de idiomas e, em 1998, recebi um convite de uma escola para elaborar um programa bilíngue. Desde então, não parei mais de pesquisar e trabalhar com o bilinguismo na educação.

Existe uma idade mais apropriada para começar o ensino de um segundo idioma?

Para estar exposta à outra língua, é importante que haja uma referência linguística clara para a criança, ou seja, saber quando e com quem utilizar outro idioma. Este fator está relacionado à questão da identidade e da subjetividade. Logo, é muito importante que os primeiros contatos com o mundo sejam estruturados em um idioma, de preferência o da mãe ou da comunidade local. Aos poucos, outro idioma pode ser introduzido por meio da prática oral e, após os cinco anos de idade, de maneira sistemática e formal na escola.

Quais são os principais benefícios do bilinguismo?

O desenvolvimento da metacognição e do pensamento crítico. Estar exposto a mais de um idioma leva a criança a pensar sobre a língua, fazer comparações e abrir-se para a relatividade dos fatos. Na aquisição bilíngue, o próprio significado é relativo. Isto tem um valor imenso nos dias de hoje, uma vez que os meios de comunicação tornam o conhecimento cada vez mais efêmero e relativo e as relações humanas são essencialmente multiculturais. Outra vantagem é o raciocínio lógico-matemático. Todo idioma contém em si um sistema lógico e preciso. A prática de mais de um idioma estimula o exercício da aquisição desta lógica, comparada à outra, de outro idioma. Isto é essencial para a agilidade de raciocínio.

Como o aprendizado de uma segunda língua afeta o desenvolvimento da criança?

Só consigo ver aspectos positivos sobre a educação bilíngue. Insisto, porém, que a inserção pedagógica bilíngue deve ser feita de maneira responsável. O profissional deve demonstrar conhecimento e respeito ao contexto cultural das crianças, das características e dificuldades de aprendizagem de cada uma delas. A aprendizagem ainda estimula de forma significativa o desenvolvimento cognitivo e metacognitivo, gerando maior autoestima e segurança. Daí a necessidade de exposição o maior tempo possível, em contextos diversificados. Para diferenciar os sons, é importante fazer um trabalho consistente de consciência fonológica nos dois idiomas, desde as séries iniciais.

No Brasil, a educação bilíngue pode ser aplicada com sucesso?

O modelo de educação bilíngue no Brasil se parece mais com o que está sendo implantado na Espanha. Aqui, há grandes possibilidades de sucesso, tanto no ensino bilíngue em inglês quanto no espanhol. Entretanto, é necessário haver primeiro investimento na qualificação dos profissionais. Esta é a grande prioridade na educação bilíngue.

Quais são suas maiores dúvidas em relação ao ensino bilíngue?

10 de jun de 2011

Experiências de educação bilíngue na Europa

Norma Viscardi, mestre em Linguística Aplicada pela Unicamp e pós-graduada em Psicopedagogia pela PUC, acaba de voltar de uma viagem pela Europa. O roteiro? Escolas bilíngues infantis em diversos países. Norma saiu do Brasil para conhecer, pesquisar e analisar modelos de educação bilíngue. Agora que retornou, divide conosco o que viu lá fora.

Norma conta que o Bilinguismo tem definições e características muito diferentes em cada local onde é implantado na educação. Com exceção da Espanha, nos países da Europa, a segunda língua – o inglês na maioria dos casos – faz parte do currículo oficial com aulas de gramática, leitura, escrita e conversação, desde o ensino fundamental. São horas dedicadas à prática do segundo idioma em todos os anos da escolaridade.

Como um dos pontos mais interessantes da viagem, Norma cita o modelo que viu na Alemanha. Devido à realidade multicultural de Frankfurt, por exemplo, há escolas de educação infantil montessorianas com dois professores atuando em sala de aula ao mesmo tempo, sendo um falando alemão e o outro, inglês. “Durante duas horas e meia, observei uma classe com este modelo educacional e fiquei impressionada ao ver como as crianças, de 3 a 6 anos de idade, todas no mesmo espaço, comunicavam-se entre elas nos dois idiomas e com facilidade de compreensão”, comenta.

Ainda em Frankfurt, ela foi a uma escola que trabalha com grupos por nacionalidade e tem turmas bilíngues de alemão/turco, alemão/francês, alemão/inglês. As turmas convivem na mesma escola e há ocasiões em que as atividades são de integração de todos os grupos. Neste caso, a língua predominante é o alemão. “As turmas têm em suas atividades uma atuação bilíngue com dois professores, cada um responsável pela prática de um idioma. Tudo transcorre com muita naturalidade”, afirma.

Ela explica que as crianças que chegam nestas escolas com idade mais avançada passam por um programa chamado after school. Realizado após o horário de aula, o after school é um centro de atividades diversificadas, com aulas em alemão de artes, esportes, jogos e brincadeiras, vídeo, música, leitura. “Observei uma atividade com crianças de várias nacionalidades e nós nos comunicamos em espanhol e inglês. As crianças estavam muito interessadas em falar comigo em seus próprios idiomas e em conhecer minhas características culturais. Percebo que esta diversidade linguística bem conduzida pedagogicamente gera muita flexibilidade. As crianças são muito interessantes e definitivamente mais open-minded", avalia.

Norma conta que na Espanha há um programa oficial bilíngue sendo introduzido aos poucos, em todas as escolas públicas de ensinos fundamental e médio. O programa, que se chama Escuelas Concertadas, foi efetivado pelo Ministério da Educação. Trata-se de um currículo oficial no qual o inglês é introduzido, primeiro, nas atividades de artes, música, educação física e, aos poucos, no decorrer das séries do fundamental, vai abrangendo outras disciplinas até ser utilizado em 50% das horas e atividades escolares. A dificuldade, no entanto, está nos professores que ainda não são devidamente proficientes na língua inglesa

Norma também esteve na Finlândia, país com programa trilíngue na escola. Finlandês, inglês e sueco. As aulas dos idiomas complementares fazem parte do currículo regular, mas há prática intensiva de conversação em laboratórios de línguas. Um dado interessante, segundo ela, é que todo o material das línguas estrangeiras é produzido no país com uma abordagem finlandesa das diferenças culturais.

Você acha que o ensino bilíngue em escolas públicas brasileiras pode ser aplicado com sucesso?

6 de jun de 2011

Aprender outro idioma na infância pode ser um processo natural

A alfabetização pode ser um processo de muitas etapas, principalmente quando acontece em um sistema bilíngue. Primeiramente, a criança precisa se acostumar com a língua materna que aprende dentro de casa, para depois começar a desenvolver um raciocínio de aprendizagem de um segundo idioma. Para especialistas, as crianças têm mais facilidade de aprendizado, pois seu cérebro ainda não está cheio de informações, como o dos adultos.

“Ao ser alfabetizada em duas línguas, o que a criança faz é a transferência de conceitos”, explica a coordenadora do centro de línguas da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Mariza Riva de Almeida. Segundo ela, a aprendizagem se baseia muito no conhecimento que se tem da língua materna. A criança sabe o que é uma cadeira e, ao aprender a palavra chair, passa a associar o termo em inglês ao mesmo objeto cuja denominação em português já é familiar.

Mariza ressalta que a criança aprende melhor uma língua estrangeira quando seu uso é frequente. O ensino de palavras isoladas, como dog, por exemplo, não traz aprendizagem de fato. “A criança constrói conhecimento sobre o segundo idioma quando este faz parte da sua rotina e está inserido no seu dia a dia”, detalha.

Solange Aranha, Doutora em Língua Inglesa da Universidade Estadual Paulista (UNESP), acredita que a prática do segundo idioma é fundamental para o seu completo aprendizado. “Quando a criança convive num ambiente que exige o uso tanto da língua materna quanto da estrangeira, não há riscos de confusão”, afirma.

Para as crianças, a aquisição de uma língua estrangeira se dá naturalmente. “Quando não há dificuldades de aprendizagem, toda criança está apta a aprender qualquer língua, que não a materna”, conclui Solange.

Dentro de casa, você incentiva seu filho a falar outra língua, além do português?

2 de jun de 2011

Segundo idioma faz crescer as oportunidades de trabalho

Preocupados com o futuro dos filhos, os pais sempre pensam na melhor escola para matriculá-los. Por isso, a escolha de uma boa educação é uma etapa importante que os pais têm a cumprir. O ensino bilíngue pode trazer para a criança muitos benefícios, tanto na vida social quanto na vida profissional.

Hoje em dia, o mercado de trabalho tem exigido o conhecimento de um segundo idioma. Por isso, a educação bilíngue é fundamental para que a criança cresça com a fluência necessária para ganhar espaço na vida profissional. Segundo a consultora de RH da Catho Online, Daniella Correa, é difícil encontrar um anúncio de emprego que não procure fluência ou conhecimento na língua inglesa. “O inglês é a língua oficial em encontros internacionais, é necessário para o profissional familiarizar-se com a tecnologia e compreender informações disponibilizadas na Internet”, ressalta.

Rosemeire de Jesus Lopes é mãe de duas alunas de escola bilíngue, em São Paulo, as gêmeas Paolla e Vitória, de quatro anos. Ela defende que o bilinguismo traz muitos resultados positivos no futuro da criança. “Além do idioma, elas também melhoraram a concentração e a desenvoltura. Acho que o esforço para se acostumar a uma nova língua também traz outros aspectos positivos, como uma melhor colocação profissional futuramente”, comenta.

De acordo com uma pesquisa realizada pela Catho em 2009, quanto maior o nível do cargo, maior o conhecimento do idioma. Além disso, a porcentagem de profissionais com domínio na língua aumenta em multinacionais. Um exemplo é que 13,6% deles falam e escrevem corretamente, enquanto apenas 5,5% dos profissionais de empresas nacionais possuem essa qualificação.

Daniella acredita que investir no aprendizado desses idiomas certamente irá valorizar o currículo do profissional. “No caso de cargos mais gerenciais, o aprendizado do inglês pode garantir a participação no processo seletivo”, conclui.

Você sabe como o fato de falar inglês vai influenciar a performance do seu filho no mercado de trabalho?