6 de jun de 2011

Aprender outro idioma na infância pode ser um processo natural

A alfabetização pode ser um processo de muitas etapas, principalmente quando acontece em um sistema bilíngue. Primeiramente, a criança precisa se acostumar com a língua materna que aprende dentro de casa, para depois começar a desenvolver um raciocínio de aprendizagem de um segundo idioma. Para especialistas, as crianças têm mais facilidade de aprendizado, pois seu cérebro ainda não está cheio de informações, como o dos adultos.

“Ao ser alfabetizada em duas línguas, o que a criança faz é a transferência de conceitos”, explica a coordenadora do centro de línguas da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Mariza Riva de Almeida. Segundo ela, a aprendizagem se baseia muito no conhecimento que se tem da língua materna. A criança sabe o que é uma cadeira e, ao aprender a palavra chair, passa a associar o termo em inglês ao mesmo objeto cuja denominação em português já é familiar.

Mariza ressalta que a criança aprende melhor uma língua estrangeira quando seu uso é frequente. O ensino de palavras isoladas, como dog, por exemplo, não traz aprendizagem de fato. “A criança constrói conhecimento sobre o segundo idioma quando este faz parte da sua rotina e está inserido no seu dia a dia”, detalha.

Solange Aranha, Doutora em Língua Inglesa da Universidade Estadual Paulista (UNESP), acredita que a prática do segundo idioma é fundamental para o seu completo aprendizado. “Quando a criança convive num ambiente que exige o uso tanto da língua materna quanto da estrangeira, não há riscos de confusão”, afirma.

Para as crianças, a aquisição de uma língua estrangeira se dá naturalmente. “Quando não há dificuldades de aprendizagem, toda criança está apta a aprender qualquer língua, que não a materna”, conclui Solange.

Dentro de casa, você incentiva seu filho a falar outra língua, além do português?

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