14 de jul de 2011

A troca de informações entre os pais pode ajudar os filhos

“Mamãe, como é que fala palhaço em inglês?”. A criança ali, na sua frente, brilha os olhos de curiosidade. Você não sabe como responder. O que fazer? Uma alternativa é ajudá-la a buscar a resposta no dicionário. Medida simples, capaz de incentivar o filho a continuar pesquisando sobre o segundo idioma.

Renata Bauer, mãe de uma menina de três anos que estuda em escola bilíngue, em Brasília, conta que já passou pela situação acima. Procurou a resposta na internet, mas acredita que perdeu a chance, naquele momento, de mostrar à filha como é bom ter intimidade com os livros. Na semana seguinte, colocou em uso o dicionário britânico antes esquecido na estante. “Comentei o que aconteceu com a mãe de um colega da minha filha. Ela se identificou com a situação e comprou o dicionário para se precaver. Hoje trocamos várias dicas sobre literatura em inglês para as crianças”, diz.

Essa troca de “figurinhas” permite que os pais aprendam uns com os outros. A criança não consegue memorizar os nomes dos planetas ou das cores no segundo idioma? Alguém pode dizer que criou uma música que, ao ser cantarolada pelo filho, o ajudou a aprender. Nesse caso, por que não passar a receitinha da música adiante?

O intercâmbio traz uma sensação de conforto principalmente quando os pais têm muitas dúvidas sobre o processo de aquisição do segundo idioma. A criança está mais silenciosa? Anda confundindo as palavras? Como lidar com tanta curiosidade sobre a nova língua? Essas são questões para se esclarecer na escola, mantendo a proximidade com a equipe pedagógica, mas nada impede que sejam compartilhadas com outros pais. “É bom conversar com uma pessoa que está passando pelo mesmo que você. E fazendo isso, a gente acaba percebendo que não é possível acertar o tempo todo. Pai e mãe erram, ainda que bem intencionados”, reflete Renata.

Para tentar acertar cada vez mais, vale sim dialogar muito com outras famílias. Essa é a opinião de Guilherme Kawachi, mestre em Linguística pela UFSCar. “A troca de informações sempre rende benefícios à criança. Pode ajudar os pais a compreender melhor as abordagens e métodos de ensino, as dificuldades e sucessos na aprendizagem e ainda ajuda a descobrir ferramentas - como filmes e vídeos na língua-alvo - que podem contribuir para o desenvolvimento da criança no idioma”, ressalta.

E você? Costuma trocar informações para ajudar no desenvolvimento do seu filho?

Um comentário:

  1. Eu sempre oriento desta forma. É bem melhor!

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