8 de ago de 2011

Canadá: no topo da pirâmide escolar

O Canadá possui um dos melhores sistemas de educação de todo o mundo. De acordo com o último ranking geral do Programa Internacional de Avaliação de Aluno (PISA), da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), o país está em entre os primeiros colocados e se consagra como campeão entre os países de língua inglesa.

Para falar sobre o sistema de ensino canadense, o blog Ensino Bilíngue conversou com Don Farrow, diretor acadêmico da Maple Bear para a América do Sul. Para Don, o fato de o Canadá ser referência de educação no mundo todo é motivo de orgulho para todos os canadenses. “O orgulho é ainda maior porque o ensino em nosso país é público e é isso que o torna diferente de outros países do mundo”, conta.

De fato, em muitos outros países, como o próprio Brasil, muitas vezes, a educação de qualidade é sinônimo de alto custo. Para entender como o sucesso deste ensino já está intrínseco à própria cultura canadense, no entanto, Don faz uma breve retrospectiva da história do local.

“Em 1960, a província de Quebec sofreu o que chamamos de Revolução Silenciosa (Quiet Revolution). Predominantemente francesa, esta província passou por grandes mudanças, tanto econômicas, quanto sócio-culturais, o que mudou o conservadorismo que tomava conta do local”, explica. Uma destas mudanças e, talvez, a mais sentida, foi com relação ao idioma da nação. “De um lado, a língua francesa dominava. De outro, o inglês. A dúvida era: somos um país bilíngue ou não?”, comenta o diretor. A resposta foi positiva e a decisão tomada foi a de ensinar o francês em áreas de língua inglesa e o inglês em áreas em que o francês era predominante.

Na prática
Para o diretor, o bilinguismo é a habilidade que a pessoa tem de pensar e aprender em outra língua. Para isso acontecer, porém, ele acredita que o principal método é a imersão na segunda língua. “Em uma escola, qualquer dedicação de tempo menor que 50% das aulas no segundo idioma não é imersão. No começo da educação bilíngue o ideal é ter, no mínimo, quatro horas de utilização da língua”, ressalta. Por isso, é importante destacar que a escola bilíngue é muito diferente de escolas de línguas, justamente pelo tempo que as crianças passam estudando outro idioma.

“Como em qualquer outro processo de aprendizagem, cometemos erros, mas eles serviram para que a gente aprendesse o que poderíamos fazer para melhorar nosso ensino. Foi um trabalho longo e difícil, mas foi a própria história do Canadá que forçou essa situação”, esclarece Don.

Confira a continuação da entrevista no próximo post, que será na quinta-feira, dia 11 de agosto.

2 comentários:

  1. Adoro o Canadá. Pelo que sei, quando há greve o governo repassa uma verba aos pais, para compensar o trabalho com a rotina das crianças. É verdade? Se sim, um exemplo

    ResponderExcluir
  2. Obrigado pela sua participação em nosso blog, Silvia! Não temos informações sobre esta remuneração do governo em caso de greve, mas você pode tirar algumas dúvidas no site do Consulado Canadense, no link www.canadainternational.gc.ca.

    ResponderExcluir

Caro internauta,

Os comentários aqui postados são moderados a critério do site, não sendo permitido posts com difamação, incitação à violência, preconceito e nem divulgação de links para conteúdo inapropriado.

Obrigado!