28 de nov de 2011

Aprender faz bem desde muito cedo


Um dos mais importantes portais jornalísticos do Canadá, o Thestar.com, publicou em novembro deste ano uma matéria baseada no estudo “Early Years” (Primeira Infância, em tradução livre para o português), financiado pela Secretaria da Criança de Ontário, no Canadá. Em linhas gerais, ele afirma que bom programa de educação desde o início da infância pode mudar a vida dos pequenos.

A matéria afirma que toda criança canadense deveria ter acesso à educação pública infantil a partir de dois anos de idade. Atualmente, muitas creches canadenses, de acordo com a matéria, já implementaram um período maior de permanência das crianças pequenas – de quatro a cinco anos – nas escolas.  Mas, de acordo com o estudo, é recomendado que esta idade inicial baixe para três e depois dois anos. 

O trabalho também apresenta o programa sugerido por Margaret Norrie McCain, Dr. Fraser Mustard e Kerry McCuaig, co-autores do relatório “Avalanche of Evidence” (Avalanche de evidências, em português), que mostra como uma boa programação, baseada no estímulo das crianças nas escolas por meio de jogos e atividades opcionais, pode transformar a vida dos pequenos. O relatório também sugere uma maior remuneração aos professores, além de argumentar que as escolas deveriam se tornar um centro comunitário para famílias, oferecendo suporte desde a gravidez.

O “Early Years”, que começou em 1999 e vem sendo renovado anualmente, aponta que cerca de 66% das mães com crianças pequenas estão no mercado de trabalho, tendo que lidar com a colcha de retalhos que é cuidar da casa, trabalho e filhos. Entre o fim da licença maternidade e o início da idade escolar, essa dificuldade aumenta ainda mais, inclusive do ponto de vista financeiro. O relatório observa que as crianças que frequentam o jardim da infância dobrou desde 2004 e, consequentemente, o mesmo aconteceu com as despesas familiares.

O programa sugerido pelo relatório tem como objetivo acabar com esses problemas e oferecer aos pequenos a melhor pré-escola possível. “Ao enxergarmos a escola como um centro familiar – não apenas para estudantes durante o período escolar –, teremos um sistema de primeira infância que responde às necessidades da nova mãe canadense e de seus filhos”, aponta o relatório.

A matéria em inglês, na íntegra, esta disponível no link

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