4 de nov de 2011

Para aprender fora da sala de aula

Esforçar-se para tirar boas notas, fazer tarefas, lições de casa, trabalhos, provas e testes. As obrigações do dia a dia na sala de aula podem, às vezes, ser vistas com algo chato para as crianças, dificultando o aprendizado. Mas, ao contrário do que muitos pensam, é possível aprender se divertindo – e isso se aplica também ao conhecimento de outro idioma. Para isso, as atividades extracurriculares podem ser grandes aliadas de professores e pais no aprendizado da criançada.

De acordo com a pedagoga Ana Regina Araújo Fonseca, o professor em sala de aula tem que ser um facilitador, dando base e tentando fazer com que as crianças tenham interesse pela língua. Mas, para ser eficaz, o aluno tem que se identificar com o idioma. “É preciso buscar métodos de ensino de acordo com seus interesses, necessidades e modo de vida, encontrando outras fontes de informação e conhecimento”, ensina.

Fora da sala de aula
Para tirar o peso de obrigação da aula, uma boa alternativa para professores estimularem o interesse do aluno é fazer simulações do cotidiano aplicadas à segunda língua. “O aluno precisa interagir com o idioma. Não adianta nada saber todas as estruturas verbais e não dominar o sociolinguístico. A criança tem que praticar a improvisação, sair e experimentar”, afirma o pedagogo Cristian Savakis.

Ele sugere como atividade que desperta o interesse da criança sair da zona de conforto e levar os alunos a um restaurante, por exemplo, em que tenham que fazer o pedido e escolher sua comida em inglês. “A criança acaba tendo que lidar com situações novas e isso gera curiosidade, tirando bloqueios dos alunos. Afinal, aprendemos a nos comunicar por meio da comunicação”, conta.
Em casa também é possível estimular o aprendizado com atividades não relacionadas com a escola. “Em videogames, por exemplo, para conseguir superar uma fase, muitas vezes a criança precisa ler instruções em inglês. Isso é um fator motivador, pois o idioma passa a fazer parte da vida dela.

A mesma coisa ocorre quando o aluno começa a assistir a muitos filmes em inglês e, independentemente da legenda, vai pegando os trejeitos, ritmo de fala e pronúncia de palavras que vai identificando. Isso é aprender sem perceber”, ressalta Ana. “O cérebro só funciona pelas emoções. Se não há emoção, não há conhecimento novo”, finaliza.

Na sala de aula

E nem é preciso sair das dependências da escola para dar asas à imaginação. Marcela Cedra, supervisora de cursos de uma escola de idiomas, conta que só de sair do ambiente de sala de aula o efeito de variedade pode ser alcançado. O que importa é fazer coisas diferentes e divertidas. “É possível, inclusive, acoplar atividades extracurriculares ao que está sendo dado em classe. Pode-se brincar de culinária, preparando cookies, por exemplo, para o aluno aprender vocabulário de ingredientes”, ensina.

Marcela conta que em aulas de jardinagem é possível brincar comparando nomes de flores e fazendo todo o processo de plantar e colher em outro idioma. Já nas atividades com o computador, por exemplo, a criança pode fazer a associação de suas ações como “clicar” ou “selecionar” algo com o vocabulário em língua estrangeira, já que muitas das ferramentas acessadas são em inglês.

O teatro também é uma boa alternativa para treinar pronúncia e formar frases de uma maneira divertida para os personagens criados. “São muitas as possibilidades. Cada aluno tem um estilo diferente, então precisa fazer de tudo um pouco para atender a todos. As atividades têm que ser do interesse deles, para que se sintam motivados a praticar e aprender o idioma”, conta.

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