9 de dez de 2011

Experiências bilíngues do outro lado do mundo


Já contamos aqui no blog algumas experiências de mães e filhos brasileiros nos Estados Unidos, onde a criança aprende o português e o inglês, por ser a língua nativa do país. Desta vez, vamos um pouco mais longe, até o Japão, para saber como pais bilíngues apresentam um terceiro idioma aos filhos.

A brasileira Sandra Dumbill é casada com um inglês. Por conta do emprego do marido, eles já viajaram muito e moraram em diferentes locais. Depois de passarem três anos e meio na Inglaterra, o casal se mudou para New Jersey, nos Estados Unidos, local de nascimento do filho. Em agosto de 2009, eles se mudaram para Tóquio, onde moram até os dias de hoje. E na família, todo mundo é, ao menos, bilíngue. Além do inglês, o pai fala português e alemão, enquanto a mãe fala português e inglês.

Com cinco anos, o filho cursa o primeiro ano da Escola Britânica de Tóquio e já fala três línguas: português, inglês e japonês. Quando ela estava grávida, decidiu, juntamente com o marido, que iriam ensinar ao filho ambos os idiomas e culturas de seus países de origem. O pai ensinava inglês e ela, o português.

Sandra conta que o marido começou a ler livros infantis em inglês ao filho com apenas duas semanas de vida. “No começo, achei muito cedo, mas com apenas cinco meses ele já virava as páginas do livro sozinho”, relembra a mãe.

O japonês é ensinado na escola e, como a família está há pouco tempo no Japão, é o idioma que o filho tem menos fluência. Mesmo assim, a experiência de ensinar três idiomas a ele parece ter sido bem sucedida. “Eu acredito que o bilinguismo não atrapalha a fala das crianças. Como nosso filho não apresentou nenhuma dificuldade, prosseguimos com o ensino”, diz Sandra.

Ela explica que o filho é mais fluente na língua inglesa, uma vez que na escola os amigos falam mais em inglês. Mas, quando o pequeno está na presença de pessoas que falam apenas o português, ele se sai muito bem. “Às vezes, quando ele vai nos explicar alguma coisa, ele começa a falar em português e, quando vê, já está terminando em inglês. Mas, esse processo é natural”, explica a mãe.

Além de ler com fluência em português e inglês desde os quatro anos de idade, o filho do casal também consegue ler caracteres de origem japonesa.  “Sempre que viajamos de trem dentro do Japão, nosso filho nos ajuda com mapas e placas com direções. Mas isso parte também do estímulo que a criança recebe em casa”, alerta Sandra.

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