12 de dez de 2011

Férias em terras estrangeiras

Com as férias escolares chega o momento de descansar. Deixa-se de lado as obrigações como trabalhos, lições de casa e leituras e dá-se espaço para brincadeiras, passeios, enfim, diversão completa. Mas esse período pode ser também um bom momento para treinar o segundo idioma sem precisar encará-lo como uma obrigação.

A época é propícia para as viagens internacionais, cada vez mais comuns entre os brasileiros. Roberta Paiva, pedagoga, afirma que esta é uma ótima oportunidade para crianças bilíngues travarem contato com o idioma e com a cultura do país onde se fala sua segunda língua de estudo.
Assim, garante, ela pode aperfeiçoar seu aprendizado de uma maneira mais prazerosa. “Geralmente, viagens assim são repletas de momentos de descontração e novidade. Neste clima de leveza, a criança interage com o idioma sem a sensação de estar cumprindo protocolos”, conta.

O estímulo necessário

De acordo com André Ferreira, psicopedagogo, a atitude dos pais é fundamental para que o pequeno possa ser devidamente estimulado a aprender em solo estrangeiro. “Uma boa técnica é apontar placas – mostrando que as informações estão escritas na mesma língua que a criança está aprendendo na escola –, incentivar o filho a fazer pedidos em restaurantes ou no hotel e a falar o nome dos objetos e lugares por que passam em inglês”, diz.

Brincando, a criança pode aprender um monte de coisas novas, mas é necessário estímulo. Também é preciso cuidado para não exagerar na dose. O filho só pode virar o tradutor oficial da família se assim o quiser. “Alguns pais acabam insistindo demais para que as crianças falem tudo na segunda língua e traduzam tudo. Ao se sentir pressionada, a criança certamente deixará de enxergar o idioma como algo gostoso de conviver e conhecer. A ajuda dos pais é muito importante, mas na medida certa”, afirma Roberta.

Hora de relaxar

Estar em terras estrangeiras, em que os nativos falam a segunda língua da criança, é uma oportunidade de contato com o idioma que não pode e nem deve ser desperdiçada. Mas, mais importante do que o aprendizado, é preciso lembrar que a viagem deve ser um momento de descanso não só do corpo, mas também da mente.

Sendo assim, o pequeno deve ficar à vontade para se expressar no idioma em que se sentir mais confortável e ambientado. “Não é justo com a criança forçá-la a treinar um idioma que não queira em uma época do ano que deve ser composta de prazer e relaxamento. Ninguém quer que o filho fique traumatizado e depois tenha dificuldades em falar a língua na escola. De maneira serena e descompromissada, a criança pode aproveitar a viagem para aprender ainda mais sem nem perceber. Mas, se por algum motivo, ela não quiser falar inglês, deixa-a livre. Afinal, é tempo de férias”, aconselha Ferreira. 

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