29 de dez de 2011

Intercâmbio nas férias

Aperfeiçoar a fluência do segundo idioma durante um intercâmbio de férias pode ser uma atividade bastante recompensadora para quem já estuda em escolas bilíngues. Afinal, esse é o momento em que os estudantes colocam em prática todas as informações que aprendem nos bancos escolares.

Mais do que somente estudar, durante um intercâmbio de férias, os participantes podem se divertir enquanto aprendem novas palavras em um passeio de esqui ou snowboard ou, até mesmo, sentir na pele (literalmente) a lei da gravidade que se aprende na física, ao andar nas montanhas-russas dos famosos parques de diversão internacionais.

Aproveitar o momento de férias escolares para passar um tempo fora do país melhorando a fluência na segunda língua traz inúmeras vantagens para a criança e para o adolescente. Débora do Lago, supervisora comercial da agência de viagens STB, comenta que, na maioria das vezes, o intercâmbio na adolescência é a primeira viagem que os alunos fazem sozinhos e isso faz com que eles se divirtam, mas também ganhem mais responsabilidades.

“O aluno estuda parte do tempo que está no programa de intercâmbio, mas também desenvolve muitas outras atividades de lazer, como karaokê, práticas esportivas, passeios pelas cidades etc. O aperfeiçoamento do idioma é uma consequência do programa”, ressalta Débora.

Para Eloísa Lima, psicopedagoga e neurolinguista, estar longe da família já ajuda no amadurecimento da criança ou adolescente. “Além disso, quando se está imerso no país que só se fala o idioma em questão, a vivência adianta os estudos da língua”, comenta. Para ela, quando se viaja já sabendo alguma coisa do idioma, a melhora na comunicação oral é exponencial e não se compara com o estudo feito dentro de sala de aula.

Caroline Santos, coordenadora do Global Program, programa de educação internacional e multicultural de uma escola de São Paulo, acrescenta ainda que, além de incentivar o aprendizado da língua, um intercâmbio oferece ao aluno a possibilidade de abrir horizontes, conhecer novas culturas, costumes e povos. Por isso, ela aconselha que o estudante evite passar a maior parte do tempo com brasileiros. “É bom que o adolescente use todas as possibilidades de interagir com nativos e conviver com eles”, diz.

Os destinos para estes programas são bastante variados e duram, em média, quatro semanas. Na STB, por exemplo, o jovem pode curtir suas férias nos Estados Unidos, Canadá, Suíça, Nova Zelândia, Alemanha e Austrália. “O objetivo desse intercâmbio é proporcionar aprendizado ou aperfeiçoamento de outra língua, além da troca cultural, novas amizades entre jovens de vários países e excursões por lugares inusitados”, comenta Débora.

Mesmo aos pais mais receosos, a dica é de que permita que os filhos vivam essa experiência internacional. “Além de melhorar o idioma, os jovens evoluem bastante. Fora de casa, eles têm que tomar as próprias decisões, seguir novas regras, estudar nos horários estipulados, respeitar colegas e professores de diferentes locais do mundo. E esse amadurecimento é percebido muito rapidamente”, finaliza Débora.

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