6 de dez de 2012

Descobrindo os elementos da alfabetização

O dicionário Webster define a alfabetização como "a capacidade de ler e escrever." A simples definição esconde um processo complexo que inclui a capacidade de decodificar palavras na página e entender o que elas significam no contexto em que foram escritas.

Confira a coluna completa no interessante blog eye on early education

22 de nov de 2012

Bilinguismo Infantil


A apresentadora Michelly Pettri recebe LUCIANA BADRA, pedagoga especializada em educação bilíngue, também formada em língua e literatura inglesa pela PUC-SP e coordenadora acadêmica da Maple Bear Canadian School Alto de Pinheiros.

Embora a língua oficial do Brasil seja o português, é crescente o número de crianças que aprendem outro idioma ainda nos primeiros anos de vida. Veja todos os benefícios do bilinguismo, entenda as diferenças entre crianças monolíngues e bilíngues e saiba quais são as diferenças entre escola bilíngue e escola internacional!

O programa “Mamãe Eu Quero” vai ao ar toda quarta-feira, às 20h, pela Tv Geração ( www.tvgeracaoz.com.br ). Para assistir a entrevista acesse: http://goo.gl/CuLhc 

4 de out de 2012

Profissão bilíngue: Turismo


O brasileiro é um dos povos que mais tem viajado nos últimos tempos por conta da estabilidade econômica e o aumento da renda no país. Por outro lado, o Brasil é também um dos lugares mais visitados por turistas estrangeiros, mesmo que essa não seja a principal fonte de renda do país. Mas o turismo, um dos setores que mais movimentam a economia mundial, é a principal fonte financeira de muitas cidades em todo o mundo.

A carreira dos chamados turismólogos nasceu junto com a mania de visitar lugares diferentes. Mariana Lagos, professora de Turismo da Faculdade Anhembi Morumbi, em São Paulo, conta que, até há pouco tempo, aqueles que escolhiam esta profissão eram vistos com maus olhos. “Turismo era considerando um curso para pessoas que não queriam trabalhar, apenas ficar viajando pelo mundo. As pessoas de fora não levavam esta carreira a sério”, diz.
Mas atuar na profissão não é assim tão simples. O turismólogo cuida de áreas complexas como planejamento, organização e divulgação de viagens e eventos, como jogos olímpicos, Copa do Mundo e outras realizações esportivas.

Na universidade, o estudante de turismo passa por aulas como marketing, administração, contabilidade, história, geografia e idiomas. Mariana conta que diferentes línguas são um diferencial extremamente importante na carreira de um profissional do turismo. “O turismólogo deve comunicar-se com pessoas de diferentes países na organização de um evento, por exemplo, e, na própria realização de atividades de lazer ou negócios, ele pode exercer a função de orientador, portanto, precisa saber indicar os melhores locais turísticos e pontos interessantes da cidade”, diz.

Algumas experiências como guia de turismo em parques da Disney ou em passeios turísticos em cidades como Londres e Nova Iorque são comuns e servem como estágio para muitos jovens que estão no começo da carreira. Não é nem preciso dizer que, de fato, o segundo idioma, nesta profissão, é fundamental. “Mesmo que o profissional for trabalhar em alguma cidade do Brasil, o contato com estrangeiros faz parte do dia a dia do turismo, com certeza”, ressalta Mariana.

27 de set de 2012

Profissão bilíngue: Hotelaria


Um hoteleiro – profissional formado em Hotelaria – pode trabalhar com administração, gastronomia ou eventos, além de encontrar oportunidades de trabalho em hotéis, flats, spas, estâncias e resorts. Mas, independentemente da área que for seguir dentro da profissão, certamente um hoteleiro se sairá melhor na carreira se souber falar, pelo menos um segundo idioma.

Gabriel Fonseca trabalha com hotelaria há cinco anos e, hoje, faz o que mais gosta: planejar cardápios de restaurantes de hotéis. Mas, para conseguir exercer sua função favorita, Gabriel passou anos adquirindo experiência em outras áreas e em outros países. “Fiquei dois anos em Nova Iorque trabalhando em diversos hotéis como recepcionista e concierge. Depois, passei um ano na Rússia e mais dois na França, como assistente de cozinha em hotéis. Foi uma experiência fantástica que me trouxe até aqui”, diz.

Formação

Apesar de viajar e conhecer lugares, culturas e pessoas diferentes, Gabriel passou por muito aperto. O hoteleiro conta que teve que aprender a lidar com chefs de cozinha arrogantes, a lavar banheiros, passar roupas e atender aos pedidos de diferentes hóspedes, além de acordar muito cedo e trabalhar até muito tarde.

Além de disposição, a profissão escolhida por Gabriel exige fluência em mais de um idioma. Para o hoteleiro, saber falar diferentes línguas é fundamental, mesmo se o emprego for no Brasil. “Hoje em dia, todo o mundo viaja para todos os locais. Até em hotéis brasileiros é imprescindível ter funcionários que falem inglês, espanhol e até francês. Idiomas como Italiano, Alemão e Mandarim também são grandes diferenciais”, afirma.

Gabriel fala fluentemente português, inglês e francês, além de entender um pouco de Russo. Para ele, a língua inglesa, que aprendeu desde pequeno, ainda é a mais importante. Ele começou a fazer aulas do segundo idioma aos onze anos de idade e a fluência veio aos 16, ao fazer intercâmbio de seis meses na Nova Zelândia. Foi o domínio da língua que levou Gabriel a tão longe. “Todos os cursos que fiz no exterior exigiram provas de proficiência no idioma inglês e, não tem jeito, em qualquer hotel do mundo é preciso ter funcionários que falem inglês, ainda a língua oficial do mundo e, com ela, dá para se comunicar em qualquer lugar”, ressalta.

Com tantos idiomas na ponta da língua, o hoteleiro ainda quer conquistar o mundo. Sua próxima parada será a Itália, daqui a um ano, e sua meta é trabalhar um período em Dubai, país que abriga uns dos mais luxuosos hotéis já construídos no mundo.

20 de set de 2012

Profissão bilíngue: Professor de Inglês



Além de frequentar aulas de idiomas na escola, Camila Vilar Canhete, hoje professora de Inglês em escolas de ensino médio e de idiomas de São Paulo, começou a ter aulas particulares de inglês quando tinha sete anos de idade por influência de sua mãe, que considerava o segundo idioma muito importante. 

Aos 16 anos, passou seis meses na Inglaterra, mas confessa que seu principal objetivo não era aperfeiçoar o inglês. “Sempre quis conhecer a Inglaterra e achei que a experiência como um todo seria extremamente valiosa. A questão da língua acabou sendo uma consequência do intercâmbio”, diz.

Ao entrar na faculdade de letras, Camila estava em dúvida entre trabalhar com inglês ou português. Mas como tinha domínio nos dois idiomas, optou pela dupla licenciatura e, assim, acabou ingressando-se no mercado de trabalho ao lecionar a língua inglesa que, hoje, é sua verdadeira paixão.

Profissão

“Ser um bom professor de uma segunda língua vai além de ser fluente. Muitas pessoas são fluentes em Inglês e nem por isso são bons professores. Um bom professor precisa ter domínio e fluência muito grandes nos dois idiomas, mas, mais do que isso, é preciso estudar muito, saber pontos gramaticais, questões de pronúncia e, principalmente, ter conhecimento dos melhores métodos para facilitar o aprendizado”, comenta a professora.

Camila afirma que professores precisam amar sua profissão para conseguir exercê-la. E garante que, quando se trata de um segundo idioma, a pressão é ainda maior. “Ser professor em qualquer área é um desafio constante, mas a parte mais difícil para um professor de Inglês é a cobrança por parte dos próprios alunos, seus pais e a escola, que esperam resultados rápidos”, conta.

Em compensação, ela acredita que a melhor parte também são os alunos. Camila diz que trabalhar com pessoas diferentes e ter a possibilidade de conhecer a vida de crianças e adolescentes são experiências muito enriquecedoras. “A profissão é cheia de desafios e muda muito de instituição para instituição, então a profissão nunca é igual. E isso é o que é mais interessante em ser professora. Nunca uma aula será igual a outra e nunca um aluno será igual a outro”, garante.

Melhor idade

Como professora, Camila afirma que a melhor época de aprender um segundo idioma é na infância. Ela ressalta que o cérebro de uma criança tem os hemisférios direito e esquerdo mais conectados, o que facilita para que a criança guarde as informações de maneira mais fácil e menos crítica do que um adulto. 

Além disso, os aparelhos auditivo e fonológico de uma criança são muito mais precisos – conseguindo distinguir e assimilar melhor os sons e os fonemas que a língua materna não possui. “Em geral, crianças aprendem mais rápido e com mais facilidade do que adultos, então começar cedo o contato com o Inglês seria ideal. Mas é preciso pesquisar muito bem para encontrar alguma escola ou professor que utilize o melhor método para o aprendizado desse público, pois crianças, adolescentes e adultos aprendem de formas bem diferentes”, alerta.

11 de set de 2012

Profissão bilíngue: Comércio Exterior


Para dar continuidade à nossa série sobre profissões bilíngues, conversamos com Giovanna Oleon, recém-formada em Comércio Exterior. Ela conquistou uma disputada vaga de treinee na área em uma empresa multinacional por conta de sua fluência no idioma inglês.

Giovanna afirma que a vaga ficou entre ela e mais duas pessoas. “Passamos todos por um longo processo seletivo e, em uma das últimas fases, precisávamos vivenciar uma situação corriqueira da profissão, como negociar importação e exportação de produtos, além de conversar com fornecedores. Mas estas simulações foram todas feitas em inglês e, ao ser contratada, meu chefe me contou que tive destaque por saber me expressar muito bem em um segundo idioma”, diz.

Inglês na prática

Além de ter muito contato com a língua inglesa por meio de músicas e filmes, Giovanna começou a ter aulas do idioma com apenas 12 anos de idade. Para correr atrás do atraso, aos 17 anos, ela passou cerca de 10 meses na Austrália e lá, adquiriu a fluência na língua inglesa. Mas a relação entre a profissional e o idioma não acaba por aí.

Giovanna conhecia histórias de amigos que, depois de voltarem para casa, haviam perdido a fluência do inglês com a mesma facilidade com que o tinham adquirido no exterior. Para não ter o mesmo fim, antes mesmo de entrar na faculdade, ela fez estágio na área de vendas em uma empresa que importava insumos do exterior. “Falava inglês todos os dias no trabalho, principalmente atendendo a telefonemas. Assim, treinei muito minha audição e minha fala. Às vezes, era bem difícil entender e me fazer entender pela pessoa do outro lado da linha, que era, geralmente, chinesa ou indiana”, lembra.

Foi por conta desta experiência que ela optou pela carreira de comércio exterior. Hoje, Giovanna segue praticando o segundo idioma todos os dias e já está começando o curso de espanhol, com pretensão de, daqui a algum tempo, começar a falar francês. Mas, se pudesse ter escolhido, ela teria aprendido todos estes idiomas ainda criança. “Falo pela minha própria experiência com o inglês. É muito difícil assimilar as diferenças e peculiaridades de uma segunda língua depois de fluente na língua materna. Sei que o inglês eu domino bem, mas acredito que os próximos idiomas serão ainda mais difíceis de aprender. E não tem jeito, hoje, todo mundo precisa saber falar outras línguas”, ressalta.

30 de ago de 2012

Profissão bilíngue: Tradutor


Hoje, o conhecimento da língua inglesa é muito importante para qualquer profissional. Porém, em algumas áreas, a perfeita fluência no segundo idioma é essencial. Para apresentar as várias profissões ligadas ao bilinguismo, iniciamos hoje uma série especial do Blog Ensino Bilíngue. E a primeira é a do Tradutor. Confira!

Roberto Ranieri é tradutor e intérprete. Ele acredita que se não tivesse contato com o inglês desde pequeno, não teria conseguido sucesso na carreira escolhida. “Meus avós são americanos e, apesar de morarem no Brasil há muitos anos, ainda se comunicam na língua inglesa. Quando pequeno, eu me interessei pelo vocabulário diferente que eles usavam e acabei aprendendo a falar o idioma para poder conversar naquela língua também”, conta.

Ranieri começou a fazer aulas de inglês aos dez anos de idade, mas, nesta época, já falava e entendia o idioma com facilidade. As aulas foram muito importantes para que o então aluno pudesse aprender regras gramaticais e a escrita.

Da infância para a vida

Por estar sempre em contato com os dois idiomas ao mesmo tempo, aos 18 anos, Ranieri escolheu a profissão que seguiria. “Minha mãe e meus irmão não falavam inglês direito e eu adorava traduzir conversas secretas de meus avós para eles. Não tive dúvidas, tinha certeza que gostaria de trabalhar com os dois idiomas no meu dia a dia, então escolhi tradução e interpretação para cursar na faculdade”, diz.

Hoje, ele trabalha principalmente com tradução simultânea ao vivo em palestras e eventos. A profissão também consiste em tradução de documentos, textos, contratos, publicações e legendas de filmes e programas de televisão. “Meu trabalho exige um alto nível de concentração, mas, acima de tudo, o fundamental é ter muito domínio nos dois idiomas que utilizo – inglês e português. Sem isso, não teria condições de trabalhar em minha área”, ressalta.

Além de tradutor, outras profissões que podem ser consideradas bilíngues são: diplomata, hoteleiro, professor de inglês e correspondente internacional. Complementando, profissionais diversos que trabalham em multinacionais ou com relações internacionais e comércio exterior também precisam saber dois idiomas. “No mundo globalizado em que vivemos todas as profissões já são bilíngues”, comenta Ranieri.

23 de ago de 2012

Somos todos bilíngues



Pen drive, coquetel, happy hour, bife, feedback, drible, deletar e xerocar. Não precisa ser bilíngue para estar bem familiarizado com estas palavras e expressões. Mas você sabia que o seu uso tão frequente em nosso dia a dia é resultado do estrangeirismo ou peregrinismo?

Trata-se do uso de palavras ou expressões estrangeiras em vez da correspondente em nossa língua. Rosana Feldman, professora de linguagem da Universidade de São Paulo (USP), explica que muito do estrangeirismo é usado apenas por vício de linguagem, mas que algumas palavras estrangeiras já fazem parte até do nosso dicionário, como bife, coquetel e driblar – todas de origem inglesa.

A professora conta que a mania de utilizar palavras de outros idiomas começou como um empréstimo. “Não tínhamos expressões atribuídas a certas situações ou até mesmo objetos e pegamos as palavras emprestadas. Isso aconteceu lá nos anos 1.500, mas com a nossa relação cada vez mais frequente com outras línguas, é comum que cada vez mais tenhamos palavras estrangeiras no nosso vocabulário”, diz. Isso significa que nossa mania de usar termos em outros idiomas não é típica da globalização. Mas, por conta desse processo, cada vez mais teremos influência de outras línguas, principalmente a inglesa.

Rosana acredita que a língua portuguesa não está sendo afetada pelo estrangeirismo, mas sim enriquecida. “O inglês é o idioma universal, temos contato com ele a todo o momento e, cada vez mais, conhecemos crianças e adultos bilíngues. Este fenômeno influencia o impacto que a língua tem em nosso cotidiano. Certamente teremos mais expressões americanas presentes no nosso dicionário daqui para frente, pois importamos de outros países o que precisamos e gostamos, inclusive palavras”, afirma.


20 de ago de 2012

Interesse no aprendizado vem de casa

Em algumas crianças, a vontade de aprender, a sede de conhecimento e a curiosidade estão no DNA. Mas não é todo mundo que gosta de frequentar a escola, prestar atenção nas aulas e ler livros nos momentos de lazer. Para estas pessoas, a psicopedagoga Christiane Dias Freitas afirma que o exemplo é o melhor remédio. Ela diz que alguns pequenos criam uma barreira emocional para aprender coisas novas e essa dificuldade pode se dar em muitas e diferentes disciplinas, inclusive no aprendizado de um segundo idioma.

Christiane conta que meninos e meninas que têm pais que não falam inglês, por exemplo, podem se sentir acanhados em levar para casa conhecimentos que não são comuns em casa. “Uma criança que vê a mãe conversando em um idioma diferente, vai ter curiosidade e interesse em entender o que ela está falando e vai querer aprender a fazer igual. Mas se perceber que está falando coisas que seus pais não entendem, pode passar a ter menos interesse na matéria ou criar um bloqueio”, diz.

O mesmo pode acontecer na situação oposta, quando os pais têm muito domínio no assunto com o qual a criança está tendo o primeiro contato e, por isso, tendem a corrigir o filho e a reprimi-lo por não estar falando corretamente ou utilizando um verbo da maneira errada, por exemplo. Apesar dessa reação, que na maioria dos casos acontece de forma natural e com o objetivo de auxiliar o aprendizado dos filhos, repreender não é a melhor saída.

Christiane afirma que a resistência ao aprendizado pode ser quebrada pelo reforço positivo, um simples exercício dos pais de mostrar aos filhos que obter novos conhecimentos pode ser muito legal. Funciona mais ou menos assim: se os pais perguntarem para o filho o que ele aprendeu na escola no dia e mostrarem empolgação com as novidades e até dividirem um pouco do conhecimento que também têm sobre o assunto, a criança vai se encantar com esta reação e terá o interesse de trazer sempre coisas novas.

“Mesmo se os pais precisarem corrigir o filho, devem fazê-lo de uma maneira positiva. E se não souberem nada sobre o assunto ou não dominarem o idioma, podem e devem fazer perguntas, se interessar em saber como se fala algo naquela língua e fazer associações com ídolos da criança, como atores ou cantores que falam tal idioma”, comenta.

O exemplo está também no ato de ler livros ou jornais aos fins de semana, interessar-se por artes e praticar esportes. “Os filhos tendem a imitar, pelo menos na infância, os gostos e interesses dos pais, sejam eles positivos ou negativos”, ressalta Christiane.

13 de ago de 2012

Homeschooling não é adequado para ensino bilíngue

Ensino doméstico ou domiciliar consiste em educar os filhos dentro da própria casa em vez de confiá-los a escolas públicas ou privadas. A prática, também conhecida como homeschooling é muito comum em países como Estados Unidos, Portugal e Canadá – este último tem cerca de 60.000 crianças sendo ensinadas em casa. O aprendizado é, geralmente, ministrado por familiares ou professores particulares.

Denise Couto, fonoaudióloga e pedagoga, afirma que para o ensino bilíngue esta prática não é eficaz. Ela acredita que o homeschooling pode afetar até mesmo o poder de fala e entendimento de uma criança, porque o aprendizado de idiomas é mais eficiente se o aluno tiver contato com diferentes sotaques, pronúncias e entonações. “A interação com diferentes pessoas em um ou mais idiomas é fundamental para que a criança acostume seu ouvido e tenha a linguagem fixada no cérebro”, diz.

Denise orienta que o ensino em casa deve se ater a lições de casa e exercícios motivacionais para que o aprendizado seja mais prazeroso. “Se a criança tiver pais que falam inglês, por exemplo, é muito importante que incentivem a criança a praticar o segundo idioma e perguntem como se fala o nome de objetos na outra língua. Mas o ensino é dever de professores qualificados, que têm técnicas para que a educação bilíngue seja aplicada de maneira correta”, diz.

Controvérsias

Maria Lúcia Mendes, psicopedagoga, conta que o ensino doméstico não é permitido no Brasil e aqueles que decidirem educar os filhos dentro de casa estão sujeitos a processos por abandono intelectual.

A profissional ressalta, ainda, que existe um intenso debate entre educadores a respeito dos benefícios e malefícios desta modalidade. A discussão aborda temas como qualidade do ensino e convívio com outras crianças. “Escolas exigem professores qualificados, com especializações, mestrado e doutorado visando a eficácia do ensino e o aprendizado correto dos alunos. O grande problema educacional do homeschooling é a falta de preparo dos pais para ensinar a seus filhos disciplinas como matemática, ciências, história e geografia”, diz.

A psicopedagoga acredita também que a falta de contato com outras crianças pode prejudicar tanto a identidade quanto a noção de sociedade de uma criança. “É diferente brincar de vez em quando no parque com meninos e meninas e conviver com eles todos os dias e ter que lidar com diferenças. Uma pessoa que passa a infância e a adolescência dentro de casa vai ter muitas dificuldades quando tiver que encarar o mundo adulto”, aponta.

9 de ago de 2012

Escolas bilíngues e escolas internacionais

Aulas que começam às 8h30 e terminam às 17h, ano letivo que começa apenas em setembro e matérias semestrais. Almoço estilo bandejão, foco em esportes e aulas optativas como cerâmica ou marcenaria. Assim funcionam algumas escolas internacionais que atuam no Brasil.

Como nas escolas bilíngues, o ensino internacional oferece ao aluno acesso ao segundo idioma desde a primeira infância, mas, apesar de parecidos, estes dois tipos de instituições nasceram com propósitos diferentes.

Fernando Schütz, diretor de uma escola internacional alemã, conta que escolas internacionais surgiram por conta da necessidade de educação de famílias estrangeiras residindo no Brasil. Ele diz que antigamente as escolas internacionais aceitavam apenas comunidades específicas de estudantes que vinham de determinados países. Existia a escola alemã, a americana e a francesa, por exemplo, que não aceitavam alunos brasileiros ou de outras nacionalidades.

Schütz explica que as escolas internacionais serviam para que estrangeiros recém-chegados ao Brasil pudessem adaptar-se à cultura brasileira e, aos poucos, aprender o idioma. Já as escolas bilíngues nasceram com o objetivo de oferecer às crianças brasileiras o contato com o segundo idioma e com a cultura de outros países.

Para o diretor, as diferenças continuam as mesmas, mas as regras em ambas instituições são muito mais maleáveis: escolas bilíngues são procuradas por estrangeiros morando no Brasil e nas escolas internacionais tanto o corpo docente quando as turmas de alunos já são compostos por estrangeiros e brasileiros. “Acredito que a maior diferença ainda existente seja a grade curricular. Muitas escolas internacionais ainda atendem apenas ao requisito curricular estrangeiro, podendo atender aos requisitos da política educacional brasileira ou não”, aponta.

Quanto ao aprendizado de línguas, Schütz acredita que ambas as escolas oferecem um ambiente de aquisição de linguagem perfeito, uma vez que o inglês ou qualquer outro segundo idioma não é encarado apenas como um objeto de estudo, mas sim como um instrumento de aprendizado utilizado diariamente dentro de sala de aula e fora dela. “Tornar-se bilíngue é uma consequência natural dos dois tipos de escola, seja a criança brasileira ou estrangeira”, afirma.

6 de ago de 2012

Informação e eficácia podem deslanchar ensino bilíngue no Brasil

O Brasil conta com um número crescente de escolas bilíngues. Para Milena Cruz, professora de inglês, o fato explica-se pela conscientização do brasileiro, que hoje entende a importância que o segundo idioma tem na vida de estudantes e profissionais.
Robson Muiños, coordenador de uma escola de idiomas, afirma que o interesse e procura por escolas deste tipo é um avanço para a educação brasileira, entretanto, ele acredita que este tipo de ensino ainda está limitado a poucas crianças.

Milena aponta que as pessoas têm um pouco de receio quanto a escolas bilíngues por causa da metodologia própria que adotam, geralmente diferentes do ensino padrão aplicado no Brasil. “A busca por escolas tradicionais ainda é muito grande e, por isso, escolas bilíngues acabam deixando de inovar por temer espantar novos alunos e pais receosos”, diz.

Já Muiños afirma que o que falta para o ensino bilíngue no Brasil não é a aceitação de novos pais, mas sim a implementação de um ensino forte e eficiente combinada com acesso a informação sobre o tema. Ele conta que muitos pais procuram cursos de inglês para seus filhos já adolescentes por não saberem que o aprendizado na primeira infância pode ser muito mais eficiente. “Recebemos pais de crianças com seis ou sete anos que ficam extremamente preocupados em saber se os filhos conseguirão lidar com o aprendizado de um segundo idioma tão cedo”, diz.

Milena aponta cidades do Canadá – que tem o francês e o inglês como idiomas oficiais – como modelos de bilinguismo. “Nestes lugares, o aprendizado de um segundo idioma é obrigatório. Desde pequenas, praticamente todas as crianças têm acesso à segunda língua e o aprendizado não é superestimado, flui de uma maneira natural. Não precisamos de uma segunda língua oficial para ter o ensino bilíngue implementado e acho que, aos poucos, vamos chegar a uma época em que a fluência em um segundo idioma não será um diferencial, mas algo comum”, afirma.

2 de ago de 2012

Aprender inglês desde cedo compensa no bolso e proficiência atrai oportunidades

Já comentamos aqui no blog que muitos alunos com enorme potencial perdem oportunidades de concorrer a bolsas de estudos de graduação, mestrado ou doutorado no exterior por conta de seu baixo conhecimento do segundo idioma. Foi pensando nisso que o Governo Federal brasileiro irá lançar no mês de agosto o programa Inglês Sem Fronteiras. O programa é voltado para os 100 mil estudantes com melhores resultados no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) – potenciais candidatos a 101 mil bolsas para estudar no exterior que devem ser concedidas até 2015.

Os selecionados passarão por uma prova de conhecimento do idioma e aqueles que ficarem entre patamares intermediários terão a oportunidade de fazer um curso de seis meses de inglês intensivo gratuito em universidades federais.

A iniciativa do governo é ótima, mas o problema poderia ser amenizado se os brasileiros não deixassem para aprender inglês tão tarde. Essa é a opinião de Ricardo Fontes, diretor de uma rede de escolas de inglês no interior de São Paulo. Ele conta que todos os meses aparecem adultos com mais de trinta anos de idade desesperados para dominar o idioma em menos de um mês, a fim de não perder uma oportunidade de transferência para o exterior ou novo emprego.

Só que o aprendizado não é assim tão simples. “As pessoas vêm atrás de um milagre e isso não podemos oferecer. Seria muito mais simples começar a ter contato com a língua aos poucos, desde cedo, ou por um tempo maior. Em um ou dois meses posso ensinar alguém a responder às perguntas do guarda da alfândega no aeroporto, mas essa pessoa não vai conseguir conversar, trabalhar ou estudar”, ressalta.

Para Fontes, aqueles que começam a ter aulas de inglês logo na infância ou ainda na adolescência, certamente se saem melhor em testes da língua e têm mais chances de conseguir oportunidades de estudar ou trabalhar no exterior. “Se seu cérebro já está acostumado com o idioma, você faz a prova com mais calma, tranquilidade e confiança. Se estiver desesperado e não souber falar a língua direito, é mais fácil cometer erros bobos”, afirma.

O diretor aponta ainda que o investimento no segundo idioma desde pequeno conta também no bolso. Afinal, aulas intensivas de inglês, principalmente as particulares, são muito caras e exigem do aluno a compra de muitos materiais de reforço para que o aprendizado se faça eficiente. “Vale mais a pena pagar aos poucos do que ter que desembolsar uma quantia grande. Sem contar que o inglês de quem fez aulas intensivas nunca será igual ao de quem aprendeu com o tempo”, garante.

30 de jul de 2012

Aulas de idiomas devem ser encaradas como prazer e não como obrigação

Idiomas como inglês e espanhol já fazem parte da grade de disciplinas de muitas escolas brasileiras. E os horários das aulas, o material didático, as provas e a recuperação da matéria em muito se assemelham às outras.

Mas o professor de inglês Luiz Antônio Ferreira acredita que o aprendizado de um segundo ou terceiro idioma deve ser encarado de maneira diferente por professores, pais e alunos. Ele afirma que, diferentemente de matérias como matemática, geografia ou ciências – que são obrigações de aprendizado do aluno –, as aulas de idiomas devem ser vistas como prazer.

Todo aluno precisa conseguir uma nota média nas avaliações para poder passar de ano e não ficar em recuperação. Mas quando se trata de línguas, esse não deveria ser o procedimento, segundo Ferreira. “É lógico que todos os estudantes devem ter a obrigação de comparecer às aulas e de fazer, por exemplo, lições de casa referentes ao que foi aprendido em sala de aula. Mas aqueles que apenas decoram aspectos do idioma para tirar boas notas nas provas não estão, de fato, aprendendo outra língua”, afirma.

A famosa “decoreba” não é recomendada para qualquer disciplina, mas o professor explica que uma criança que não tem aptidão alguma para matérias na área de exatas, por exemplo, pode decorar fórmulas e contas apenas para passar pela escola, mas que, na vida adulta, pode optar por estudar e trabalhar na área de humanas. Já com os idiomas, não é bem assim que funciona.

O professor acredita que é simples fazer com que crianças encarem as aulas de idiomas com prazer e naturalidade. “É só parar de pressionar a criança para não pegar recuperação na escola ou não repetir um nível no curso de idiomas. Existem pessoas com uma facilidade nata de aprender idiomas, outras precisam de mais tempo para conseguir se adaptar a uma nova língua. Tanto pais como professores devem entender isso e se esforçar ao máximo para que os alunos aprendam a enxergar as aulas de idiomas de uma maneira diferente”, diz.

Segundo o professor, hoje em dia os idiomas já não são mais opcionais na vida de profissionais e estudantes, por isso é preciso estar presente na grade curricular de maneira mais eficiente do que nunca.

26 de jul de 2012

Crianças bilíngues são mais espertas

Já sabemos que falar dois idiomas ao mesmo tempo, traz inúmeros benefícios para a vida de uma criança. Porém, além de ter a habilidade de se virar em qualquer lugar do mundo ou conseguir melhores empregos, os bilíngues são, comprovadamente, mais espertos.

É o que informa uma matéria do jornal americano The New York Times. O jornalista Gray Matter juntou pesquisas de cientistas, pesquisadores e educadores que comprovaram, recentemente, que pessoas bilíngues são mais hábeis.

As pesquisas mostram que no cérebro de um bilíngue ambos os sistemas de linguagem estão ativos mesmo quando ele está usando apenas um dos idiomas. Assim, o bilíngue é obrigado a forçar o cérebro para resolver conflitos internos – para não falar a primeira língua quando está se comunicando na segunda –, treinando a mente e fortalecendo seus músculos cognitivos.
Quem fala dois idiomas consegue adaptar-se a diferentes situações e resolver com mais facilidade os dilemas do dia a dia. A experiência bilíngue também parece influenciar o cérebro desde a infância até a velhice. Depois dessa, ninguém mais vai duvidar do poder da linguagem.

Confira a matéria na íntegra e as pesquisas da Universidade Pompeu Fabra (Espanha), Escola Internacional de Estudos Avançados em Triste (Itália) e Universidade da Califórnia (Estados Unidos) no link: http://goo.gl/puciD

25 de jul de 2012

Ensino Bilíngue no Top Blog 2012

Há mais de um ano, o blog Ensino Bilíngue disponibiliza conteúdos informativos sobre bilinguismo e a metodologia de ensino canadense com a ajuda de profissionais renomados, pais, alunos e professores.

Agora, em 2012, o blog está concorrendo ao prêmio Top Blog, na categoria educação. O prêmio tem como objetivo reconhecer e premiar os blogs brasileiros mais populares e que possuam bons conteúdos.

O ranking é feito por meio de júri popular. Todo mundo pode participar. É só clicar no ícone do Top Blog, que fica do lado direito da página inicial do blog Ensino Bilíngue e votar. Cada um pode votar mais de uma vez, por meio de diferentes e-mails e contas em redes sociais como Facebook e Twitter.

Se você gosta do nosso conteúdo, clique e ajude o Ensino Bilíngue a faturar este prêmio!

24 de jul de 2012

Bilinguismo como proteção contra o aparecimento de sintomas de demência

Estudo realizado pelos pesquisadores canadenses Ellen Bialystok, da Universidade de Toronto, Fergus Craik e Morris Freedman, da Universidade de York, examinou o efeito do bilinguismo ao longo da vida sobre a manutenção do funcionamento cognitivo.

O resultado foi o estudo “Bilinguismo como uma proteção contra o aparecimento de sintomas de demência” que apontou que o aparecimento de sintomas de demência na velhice é retardado pelo bilinguismo. A amostra foi selecionada a partir dos registros de 228 pacientes encaminhados a uma clínica de memória com queixas cognitivas. A amostra final incluiu 184 pacientes com diagnóstico de demência, 51% dos quais eram bilíngues.

Os pacientes bilíngues apresentaram sintomas de demência quatro anos mais tarde do que monolíngues, isso, considerando-se todas as outras medidas equivalentes. Além disso, a taxa de declínio nas pontuações do Mini-Mental State Examination (MMSE) - teste usado para triagem de comprometimento cognitivo, comumente utilizada na medicina para o rastreio de demência - ao longo dos quatro anos seguintes ao diagnóstico foi a mesmo para um subgrupo de pacientes em ambos os grupos, sugerindo uma mudança na idade de início, sem qualquer alteração na taxa de progressão.

De acordo com a pesquisa, um atraso de pelo menos seis meses teria implicações substanciais na saúde pública dos Estados Unidos. Muitos dos fatores de predisposição de uma pessoa à demência são biológicos, então a busca por métodos para retardar o início concentrou-se em grande medida em terapias farmacológicas ou biológicas. Há uma evidência crescente, no entanto, que alguns fatores ambientais podem manter o funcionamento cognitivo em adultos mais velhos e mitigar os efeitos das doenças que produzem demência. Notadamente, as pesquisas sobre "reserva cognitiva" demonstraram que os fatores de estilo de vida, tais como atividade física, leitura estimulante e engajamento social desempenham um papel que pode postergar o aparecimento da doença de Alzheimer e outras demências.

O texto na íntegra está disponível no link: http://www.intraspec.ca/Bialystok_Craik_Freedman.pdf

20 de jul de 2012

Bolsas de estudo no exterior e a proficiência no segundo idioma

O governo federal brasileiro tem implementado medidas para incentivar alunos brasileiros a estudar no exterior. O programa Ciência sem Fronteiras, por exemplo, tem o objetivo de conceder mais de 100 mil bolsas de estudo em vários países até 2014. O acordo bilateral inclui cursos de graduação, doutorado e pós-doutorado.

Para concorrer a uma dessas bolsas no exterior, o interessado deve comprovar a proficiência no idioma do país de destino, já que o financiamento não inclui aulas de línguas.

Roberto Nunes, professor do departamento de Licenciatura em Ciências da Universidade de São Paulo (USP), afirma que algumas tentativas de ganhar uma bolsa esbarram na falta do segundo idioma, que pode limitar o intercâmbio estudantil em outros países. Ele afirma que mesmo alunos com muito potencial, mas que não têm domínio de idiomas como inglês ou espanhol, ficam de fora dos beneficiados. “Aí fica inviável tentar ganhar a bolsa”, diz.

O professor conta que muitas universidades brasileiras já têm parcerias com instituições estrangeiras e enviam alunos para países como Canadá, Estados Unidos, Portugal e Espanha para fazer mestrado e doutorado sanduíche – cursos em que o estudante faz parte de sua tese no exterior.

Nunes ressalta que a troca de conhecimento entre os países é de extrema importância para aprimorar o ensino brasileiro e o aprendizado dos estudantes. “O aluno que passa um tempo estudando no exterior volta com uma bagagem repleta de novos conhecimentos e visão mais ampla sobre o mundo e sobre o assunto estudado, podendo trazer até novas soluções ou inovações a serem implantadas no ensino brasileiro”, diz.

18 de jul de 2012

Bilinguismo: consequências para a mente e o cérebro

Pesquisadores do Departamento de Psicologia da Universidade de York e da Universidade de Toronto (Canadá) apresentaram estudos recentes que demonstram que o cérebro das pessoas bilíngues estão mais protegidos do declínio cognitivo e podem retardar o aparecimento de doenças degenerativas.

O estudo “Bilinguismo: consequências para a mente e o cérebro”, publicado na revista médica “Trends in Cognitive Sciences”, indica que o cérebro de pessoas fluentes em dois idiomas é menos suscetível a doenças como o Alzheimer. Eles apontaram que o bilinguismo teria um efeito leve entre os adultos, mas um impacto maior na velhice, um conceito conhecido como “reserva cognitiva”.

No estudo, os cientistas utilizaram métodos comportamentais e de neuroimagem para examinar os efeitos do bilinguismo sobre a cognição na vida adulta e explorar os mecanismos possíveis para esses efeitos.

Eles acreditam que o uso de duas línguas estimula regiões do cérebro que são básicas para a atenção geral e o controle cognitivo. Por ter que administrar duas línguas simultaneamente, o sistema de controle executivo do cérebro, que é o que facilita a concentração, é executado de forma contínua para evitar conflitos entre as línguas.

A reserva cognitiva é uma área de pesquisa fundamental no contexto de envelhecimento da população. E a possibilidade de que o bilinguismo contribua para a reserva cognitiva é, portanto, de importância crescente para todos os países.

12 de jul de 2012

Uma escolha bilíngue

Quando o engenheiro Gustavo Assad Kury começou a conversar com a esposa sobre a escola em que a filha Julia, na época com dois anos, iria estudar, ele defendeu que a instituição tinha que ser bilíngue. Eles analisaram as características que precisavam levar em consideração e, com a decisão tomada, escolheram uma escola bilíngue para a filha, hoje com quase três anos.

O engenheiro conta que fez cursos de inglês e intercâmbios na adolescência, mas hoje não fala o idioma. Kury diz ainda que trabalha com engenharia civil e, por isso, não precisa utilizar o inglês, mas que se escolhesse qualquer outra carreira, a língua seria obrigatória. “O mercado de trabalho pede, então nada melhor do que minha filha, com seis ou sete anos, já dominar o inglês. O importante para mim é que a língua seja automática na cabeça dela, que ela não esqueça. Aprender desde pequena é muito mais fácil e prático”, afirma.

Há seis meses, a psicóloga Tatiana Nardini, também se deparou com o desafio de escolher uma escola para o seu filho, João Victor, então com um ano e meio. Mas, para ela, a decisão foi mais difícil.
Apesar de saber da importância da segunda língua na vida do filho, Tatiana ficou em dúvida sobre como seria o dia a dia do João Victor com dois idiomas. “É muito difícil escolher escola para o filho, pois é um ambiente em que ele vai passar praticamente mais tempo do que em casa. E eu ainda tinha receio pelo contato com duas línguas desde tão novinho”, conta. Mas, depois de muita pesquisa, a psicóloga optou pelo ensino bilíngue.

Tatiana conta que o principal fator que contribuiu para a escolha foi a metodologia adotada. “Tinha muitas dúvidas, mas fui até lá, conversei muito e achei o ambiente muito interessante. Eu busquei uma escola bilíngue e com metodologia eficiente”, ressalta.

Kury e a pequena Julia também não se arrependeram da escolha. “Ela se sente muito bem na escola e o ambiente também agrada à minha esposa por conta do ambiente”, diz.

Julia e João Victor já estão balbuciando algumas palavras em inglês. “A Julia ainda não fala nem português direito, então tem que prestar bastante atenção para saber o que ela está querendo dizer. Mas é muito legal”, conta Kury. “O João já fala principalmente as cores em inglês e nós tentamos incentivar em casa, contando historinhas em inglês e aprendendo com ele também”, relata Tatiana, orgulhosa do pequenino depois de apenas seis meses na escola.

5 de jul de 2012

Metodologia canadense com tempero brasileiro

Como já foi explicado em outros posts, a Maple Bear Canadian School tem como base a metodologia canadense de ensino, que segue os princípios da educação holística – em que o ensino está voltado para o desenvolvimento da criança como um todo, envolvendo não apenas a parte intelectual, mas também emocional, física e social. 

Também já contamos que o ensino canadense é considerado um dos melhores do mundo. Mas como será que a metodologia e o conteúdo canadenses são adaptados para as escolas brasileiras?

Cintia Sant'Anna, coordenadora acadêmica da Maple Bear, conta que materiais didáticos para disciplinas como ciências e matemática, lecionadas em inglês no primeiro ciclo do ensino fundamental, não precisam passar por nenhuma adaptação. Segundo a coordenadora, foi feito um estudo do currículo do 1º ao 5º ano e constatado que o material canadense cobre as exigências do ensino brasileiro, estipuladas pelo Ministério da Educação (MEC). 

Já em disciplinas como English Language Arts (Língua Inglesa) e Língua Portuguesa, que envolvem linguagem, as escolas utilizam grande variedade de literatura e diferentes gêneros, seguindo a metodologia utilizada pelos canadenses, ou seja, as mesmas estratégias de ensino baseadas na visão holística. “A Maple Bear fez estudos e analisou que as estratégias utilizadas no Canadá respeitam a individualidade dos alunos, oferecendo estímulos adequados ao desenvolvimento de suas habilidades e competências, o que funciona tanto no ensino de inglês como de português”, afirma Cintia.

Matérias como história e geografia, por conta de seu conteúdo, não têm base no ensino canadense e são ministradas seguindo o currículo nacional. 

Vale lembrar que nas escolas Maple Bear, as crianças passam por uma imersão total da língua inglesa desde os dois anos de idade, fazendo com que cresçam em contato não só com o idioma, mas também com aspectos culturais e comportamentais do Canadá. Hoje, já são mais de 30 escolas certificadas no país.