6 de jan de 2012

Conhecimento na ponta do lápis

No post anterior, nosso blog falou sobre as vantagens que uma criança que estudou em escola bilíngue tem em comparação com outras na hora de fazer um teste de proficiência em um segundo idioma. Agora, vamos mostrar algumas dessas provas e suas finalidades.


Na língua inglesa, há sete testes diferentes que variam de acordo com a necessidade da pessoa. De acordo com Ismael Thevenet, professor de inglês da QI Escolas e Faculdades de Porto Alegre, para os jovens que estão se preparando para estudar o ensino médio fora do Brasil, o teste mais indicado é o exame da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos.


Há ainda o da Universidade de Cambrigde, também nos EUA, que assim como o primeiro é reconhecido internacionalmente. Ambos são indicados para os níveis intermediário e avançado, seja para cursos de ensino médio, graduação, mestrado ou doutorado. “O bom destes dois testes é que eles não têm validade. O interessado pode refazer o teste, mas não há necessidade”, comenta o professor.


Além destes, há ainda os exames TOEFL (Test of English as a Foreign Language) e o TOEIC (Test of English for International Communication), desenvolvidos pela Educational Testing Services, que administra e corrige as provas. O IELTS (International English Language Testing System) é elaborado pelo British Council em parceria com o IELTS Austrália e a Universidade de Cambrigde. Já o CELTA (Certificate in English Language Teaching to Adults) e o DELTA (Diploma in English Language Teaching to Adults) foram criados pela Universidade de Cambrigde.


“Cada um destes testes tem uma finalidade específica. O CELTA e o DELTA, por exemplo, são para professores que querem dar aula de inglês para adultos, como em uma universidade. O que muda entre eles é a nota exigida”, comenta Thevenet. As notas dos testes variam de zero a nove.


O professor comenta ainda sobre os valores das provas. “A mais barata custa cerca de R$ 440, que é um valor muito alto para a realidade dos brasileiros”, critica. Em contrapartida, ele acredita que vale a pena o esforço. “A pessoa com uma boa nota em um teste de proficiência consegue um emprego melhor, pois este é um título que pesa na hora do empregador escolher um funcionário”, argumenta.


Além dos testes de proficiência para a língua inglesa, o estudante que fala outra língua também pode fazer exames de proficiência. Em alemão, por exemplo, o teste mais conhecido é o KDS (Kleines Deutsches Sprachdiplom), em espanhol é o DELE (Diploma de Español como Lengua Extranjera). Para quem pratica o francês, os testes mais conhecidos são o DELF (Diplome d’Études em Langue Française) – para nível menos avançado – e o DALF (Diplome Approfondi de Langue Française), indicado para quem tem um nível avançado da língua. Em italiano, a prova mais comum é feita para a obtenção do CELI (Certificato di Conoscenza della Lingua Italiana).

Para os estrangeiros que moram no Brasil e precisam comprovar a fluência na língua portuguesa, há o CELPE-Bras, que é o Certificado de Proficiência em Língua Portuguesa para Estrangeiros, desenvolvido e outorgado pelo Ministério da Educação.

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