28 de fev de 2012

Metodologia canadense

A forma de ensino canadense é muito diferente da tradicional, aplicada em muitas escolas brasileiras, que conhecemos. O programa canadense segue os princípios da educação holística, isto é, o ensino está voltado para o desenvolvimento da criança como um todo, envolvendo não apenas a parte intelectual, mas também emocional, física e social. Assim, cada aluno é observado pelos professores de maneira individual e as crianças têm oportunidade de construir novos conhecimentos, explorando seu universo em um ritmo próprio.

O ambiente também condiz com a proposta. O programa de educação canadense oferece aos pequenos um ambiente encorajador que incentiva a criatividade e auto-expressão. A prioridade é ajudar as crianças a se tornarem capazes em todas as habilidades exigidas, cada uma em seu tempo.

Prática

Nas escolas da Maple Bear – que têm como base a metodologia canadense – é possível observar na prática a proposta do programa. Camila Rivetti, coordenadora pedagógica da Maple Bear Alphaville, conta que as amplas salas de aula oferecem às crianças centros de aprendizagem em que os pequenos podem colocar a mão na massa, testar e descobrir coisas.

Nas turmas com 15 alunos, por exemplo, há três centros de aprendizado com cinco alunos cada. “Todo mundo faz todas as atividades ao longo da semana, mas as crianças têm que esperar a vez para chegar a determinado centro, por isso elas valorizam as atividades que estão sendo exercidas pelos colegas”, conta Camila.

A rotina também é planejada cuidadosamente, com um currículo que permite às crianças explorar e descobrir suas habilidades. Desta maneira, os pequenos desenvolvem suas competências sociais ao mesmo tempo em que adquirem conhecimento linguístico e cultural.

Camila conta que a metodologia leva em consideração o que a criança já sabe, proporcionando a ela novos desafios, para que assim possa desenvolver novas habilidades e construir novos conhecimentos. “Observamos o que o aluno precisa. É interessante porque trabalhamos a questão da autonomia para o aprendizado. É uma fórmula que funciona muito bem”, afirma Camila.

A prioridade nas escolas Maple Bear é a alfabetização em inglês e em português. A imersão nos dois idiomas é adaptada para que os pequenos aprendam, de forma progressiva, a lidar com o bilinguismo.

Para Camila, este é um dos fatores mais importantes da metodologia. “As crianças ficam mais abertas a novas possibilidades. É legal vê-los crescendo com a segunda língua, com a fluência. Certamente esta experiência irá ajudá-los muito no futuro, no que irão buscar em suas existências. Esta forma de ensinar é muito eficiente e importante. É um ensino para a toda vida, isto é, não está atrelado apenas a questões escolares”, ressalta.

23 de fev de 2012

Jogos ajudam a desenvolver habilidades das crianças

Inserir novas atividades no dia a dia das crianças enquanto elas estão na escola pode ser uma boa forma de atrair a atenção dos pequenos. Os jogos de tabuleiro, por exemplo, são ótimas alternativas para desenvolver ainda mais a capacidade intelectual dos estudantes e despertam a curiosidade para diferentes assuntos.

Para Eduardo Donisete dos Santos, professor de ciências e matemática, os jogos, nestes casos, trazem desafios atrelados à diversão. “As crianças devem ser sempre desafiadas, por isso os jogos ajudam a pensar e trabalhar a mente”, comenta. Além disso, explica, dependendo do jogo de tabuleiro, o conhecimento da criança também aumenta bastante, como é o caso do xadrez.

Jogo bilíngue

Com relação à linguagem, no caso de jogos aplicados em escolas bilíngues, uma criança que não consiga brincar com outras em outro idioma ou que tenha mais dificuldades para entender as regras, deve receber atenção maior do professor. “Além disso, muitas vezes, a criança não consegue articular respostas quando estas lhe são solicitadas, portanto é importante ficar atento a esta questão”, complementa o professor.

Além de auxiliar o desenvolvimento intelectual das crianças, os jogos também ajudam a identificar alguma dificuldade que os alunos possam ter com alguma matéria. “Uma criança com dificuldade em fazer cálculos de sua pontuação ou de interagir com jogos que contenham valores, como dinheiro, dá noções deste problema”, explica Santos.

Por isso, a dica vale para pais e professores que devem tomar alguns cuidados na hora de escolher um jogo para os alunos ou filhos. Para Santos, o importante é que o jogo tenha algum cunho educacional, que represente um desafio à criança. Assim, ela aprende e se desenvolve de maneira mais lúdica. “Também é importante que os jogos sejam todos adequados à faixa etária dos alunos”, adverte.

A inserção de jogos na sala de aula demonstra-se muito benéfica às crianças. “Ludo, gamão, dominó, damas e resta um, por exemplo, são jogos simples que ajudam no aprendizado, dando mais liberdade para a criança pensar em ambas as línguas, inclusive em estratégias para ganhar”, ressalta Santos.

Além disso, o professor comenta que, como todos os jogos trabalham com regras claras, a prática auxilia a criança também quando adulto. “Em um jogo, quando não se segue as regras, você perde. Na vida adulta, isso também acontece”, lembra.

20 de fev de 2012

Os dez países mais educados do mundo

No fim de janeiro deste ano, a página de finanças do site americano Yahoo publicou matéria baseada no relatório intitulado “Education at a Glance 2011” – que tem como objetivo fazer com que os países enxerguem seu desempenho educacional por meio de comparações com outras nações – divulgado pela Organisation for Economic Co-operation and Development (OECD).

De acordo com o estudo, as taxas de graduação em países desenvolvidos aumentaram cerca de 200% nos últimos 50 anos. Porém, também foi constatado que este aumento não ocorreu de maneira uniforme e alguns países apresentaram números mais elevados que outros.

Baseada nestas informações, a 24/7 Wall St. – empresa americana de análise financeira – ranqueou os 10 países desenvolvidos com a população mais instruída. No ranking, o Canadá aparece em primeiro lugar, com 50% da população adulta completando o ensino superior. De acordo com a publicação, a cada ano, a despesa pública e privada com educação chega a 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do país (a quarta maior taxa no mundo) – sendo que 41% dos gastos são utilizados para investimento na educação superior.

Em segundo lugar na lista ficou Israel, em terceiro o Japão, seguido pelos Estados Unidos, Nova Zelândia, Coreia do Sul, Noruega, Reino Unido, Austrália e Finlândia.

A matéria afirma ainda que aqueles que apresentaram cidadãos com alto nível de educação também são alguns dos países mais ricos do mundo e, de acordo com a publicação, todos eles investem agressivamente em educação, fazendo com que uma parcela significativa de seus cidadãos chegue à universidade.

O texto, na íntegra, pode ser conferido no link.

16 de fev de 2012

Bons professores são essenciais para aprendizagem de sucesso

Em qualquer ambiente de ensino, a figura do professor é fundamental e importantíssima. E características como didática, profundo conhecimento e boa formação podem fazer toda a diferença no aprendizado do aluno.

Leila Camargo, psicopedagoga, diz que um bom educador pode mudar a vida de uma criança e influenciá-la para o resto da vida. “O professor, além de ensinar, está no dia a dia dos alunos. É como se fosse um segundo pai ou uma segunda mãe, podendo servir de exemplo e funcionando como um conselheiro para temas cotidianos da vida”, afirma.

Para ela, é muito importante que as escolas observem, na hora da escolha do profissional, a afinidade que esta pessoa tem com crianças, o que a motivou a seguir a profissão, quais os objetivos que pretende alcançar na carreira e que impacto deseja ter na vida dos pequenos.

Porém, tão essencial quanto todas estas características, Leila aponta a didática como fator fundamental. “Existem inúmeros profissionais no mercado que apresentam uma excelente vida acadêmica e até carregam o título de especialista. Ter muito conhecimento é um requisito que não pode faltar, mas o professor também precisa passar o conteúdo de maneira que os alunos tenham, de fato, interesse em aprender. Aquele que consegue despertar a sede de conhecimento no aluno pode ser considerado um profissional perfeito, em qualquer que seja a matéria”, conta Leila.

Formação bilíngue
No caso de escolas bilíngues, a escolha deste profissional é ainda mais complexa. O professor, além de atender a todos os requisitos mencionados acima, deve ter fluência e certificação no segundo idioma oferecido pela instituição de ensino.

Cintia Sant’Anna, coordenadora de treinamentos acadêmicos da Maple Bear, conta que matérias como história, geografia e português não exigem um professor bilíngue. Mas, ciência e matemática, que são ministradas em inglês, requerem educadores polivalentes.

Na maioria dos casos, explica Cintia, as escolas exigem profissionais com graduação em pedagogia e certificado de proficiência na língua inglesa. E, para dar aulas para crianças a partir do sexto ano, é necessário que o educador seja especialista na matéria que irá lecionar.

A metodologia também é muito importante. “A Maple Bear, em especial, busca pessoas que estejam familiarizadas com metodologias de ensino mais avançadas. Afinal, buscamos desenvolver autonomia nas crianças para que elas possam aprender com mais eficácia e o professor é parte fundamental deste processo”, diz.

14 de fev de 2012

Escola bilíngue apresenta vantagens para quem planeja estudar no exterior

Estudar fora do País é o sonho de muitas pessoas. O que poucos sabem, no entanto, é que, por mais difícil que seja ser aceito em alguma instituição de ensino superior estrangeira, nada é impossível. Com dedicação e bastante estudo, os alunos podem se graduar em universidades do exterior.

Renata Moraes, coordenadora de desenvolvimento institucional da Fundação Estudar, comenta que há três maneiras de estudar fora do Brasil. “O estudante pode cursar o ensino médio ou a graduação completa, fazer um intercâmbio de menor duração ou pós-graduação”, comenta.

De acordo com a Fundação Estudar, em 2011, o número de brasileiros que foram para os Estados Unidos cursar a graduação, por exemplo, chegou a 8.800. “Em comparação com outros anos, isso mostra que cada vez mais alunos brasileiros têm tido oportunidades no exterior”, diz Renata. Na Europa, as chances de estudo também são boas. Segundo Márcia Pomorski, gerente de relacionamentos do British Council em São Paulo, todos os anos, cerca de mil estudantes brasileiros graduam-se no Reino Unido por ano.

Teste
Independentemente do local em que se deseja estudar, os interessados devem ficar atentos à exigência das universidades com relação à fluência no segundo idioma. Todas as instituições requerem que o aluno faça um teste que comprove que ele sabe se comunicar na outra língua e, portanto, a preparação é fundamental.

Neste quesito, estudantes de ensino bilíngue já saem à frente de outros candidatos. Tatiana D’Orleans e Silva, diretora da escola Maple Bear de Curitiba, acredita que alunos que aprendem por imersão terão mais facilidades na hora de uma prova de proficiência. “Aprender outro idioma desde a infância ajuda muito nessa hora, mas os pais devem ficar atentos para escolher entre escolas bilíngues e escolas de inglês, porque somente nas escolas bilíngues há realmente imersão”, ressalta.

Atividades extras
As universidades fora do Brasil também avaliam o desempenho do candidato em outras atividades e não somente as notas do boletim escolar. Por isso, diferentes ações nas escolas são sempre bem-vindas para melhorar o desempenho dos alunos.

Na Maple Bear de Curitiba, os alunos desenvolvem outras atividades, todas em inglês. “Temos convênios para a prática do balé, em escolas de natação e agora estamos tentando convênio com uma escola de futebol”, exemplifica Tatiana.

Para as crianças que ficam na escola em período integral, ainda há aulas de cookings, judô, artes, música, entre outras. “Essas atividades extras também contam pontos no desenvolvimento dos alunos e isso, com certeza, refletirá nos bons resultados quando os estudantes crescerem e quiserem estudar fora do Brasil”, acredita a diretora.

9 de fev de 2012

Fala e escrita complementam-se no processo de aprendizado

O ato de escrever é muito diferente do ato de falar, mas há correlações entre eles que devem ser levadas a sério, principalmente na educação infantil. A pedagoga e fonoaudióloga Marilisa Venturini conta que a linguagem oral é o primeiro instrumento de comunicação da criança e vai influenciar todo o seu processo de aprendizagem, inclusive referente à linguagem escrita.

Entretanto, o fato de a fala ser o primeiro contato com a linguagem também pode atrapalhar. Marilisa diz que, quando a criança está sendo alfabetizada, ela já tem um conhecimento significativo da língua falada e, se não for orientada corretamente, pode ter dificuldades em discernir uma coisa da outra. “É muito comum o aluno tentar aproximar a escrita da fala. Assim, acaba exprimindo ideias confusas e apresenta muitos problemas com pontuação”, diz.

A dificuldade pode ser ainda maior se a criança apresentar erros na fala. Marilisa afirma que é fundamental que o aluno fale corretamente para também escrever de maneira correta. “Se uma criança não associar uma letra com seu determinado fonema, vai ser muito mais difícil entender o processo de escrita. Alguns erros comuns são trocas de letras como ‘f’ por ‘v’ ou ‘t’ por ‘d’”, exemplifica.

Mas a fala não é inimiga do aprendizado da escrita. A fonoaudióloga comenta que, quando a criança já está familiarizada com as duas formas de linguagem, uma complementa a outra. “Quando a pessoa lê uma palavra, fica mais fácil de falar a palavra de maneira correta. E o inverso também acontece. As formas de expressão estão correlacionadas, caminham juntas e, assim como podem atrapalhar uma à outra quando erradas, também se ajudam muito quando corretas”, afirma.

Linguagens no bilinguismo
Quando o assunto é bilinguismo, as linguagens complementam-se da mesma maneira. Para Marilisa, se a criança for exposta aos dois idiomas desde pequena, a dificuldade que terá em associar letras e fonemas será a mesma em ambas as línguas. Ela aponta que, se a criança aprender a falar corretamente e for instruída quanto à escrita de maneira eficaz, não terá problema algum em relacionar as formas de expressão.

A dificuldade pode aparecer com mais intensidade se a criança começar a aprender o segundo idioma muito depois de ter obtido a fluência do primeiro. “Nestes casos, é mais complicado porque a criança não associa a letra ‘a’ com o fonema ‘êi’, pronunciado em inglês, por exemplo. Ou seja, o trabalho do professor e o esforço do aluno com certeza serão maiores. Mas, ainda assim, com metodologia e treino, é simples de se aprender”, diz.

De qualquer forma, a pedagoga recomenda muita leitura para melhorar a escrita e, consequentemente, aprimorar a fala. “Sempre digo que ler em voz alta é o exercício mais completo de linguagem que poderia existir, em qualquer idioma. Ele melhora a dicção, a pronúncia, aumenta o vocabulário e aprimora a escrita. Assim como em qualquer atividade, a linguagem também pode ser aperfeiçoada com treino”, recomenda Marilisa.

7 de fev de 2012

Rotina de estudos deve incluir participação dos pais

O início do ano letivo é o momento propício para que pais e filhos ajustem, juntos, os seus ponteiros. Para evitar que desgastes surjam ao fim do quarto bimestre, com notas baixas e provas de recuperação, o recomendado é que a interação aconteça desde o primeiro dia de aula – e a dica vale também para as crianças que estudam em escolas bilíngues. É isso que aconselha Eloisa Lima, psicopedagoga e mestre em neurolinguística pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). “O acompanhamento é uma construção de amor e tem a ver com aprendizado”, diz.

Eloisa fala que sentar e interagir com a criança tem efeito bastante positivo para ela. Ela garante que estímulos não são dados apenas em salas de aula e por meio de livros didáticos e salienta que o convívio entre pais e filhos é fundamental para a vida escolar. A psicopedagoga acredita que é válido, inclusive, ir ao teatro ou ao cinema com a criança para, na sequência, debater acerca do que foi assistido.

Nesse sentido, a psicóloga Jéssica Fogaça fala que sempre que os filhos têm a atenção dos pais, o momento torna-se mais prazeroso. “Se os pais se programarem e pararem tudo durante uma hora para ficarem ao lado de seus filhos, mostrando-se disponíveis e os incentivando, o rendimento nos estudos será maior”, orienta. Ela diz que, quando a criança sente que a atividade que ela está fazendo é importante para seus pais, o seu envolvimento também passa a ser maior. Afinal, tudo que ela quer é sentir-se amada e aprovada pelos pais.

Avaliações
Jéssica destaca que algumas crianças não gostam de estudar para as provas porque não sabem exatamente como fazer ou porque deixam para rever as matérias todas de uma vez só. Quando isso acontece, o desgaste é maior e a possibilidade de reter os conteúdos diminui. “Os pais podem e devem ajudar os filhos a organizar uma rotina de estudos. O ideal é começar auxiliando e supervisionando a lição de casa, pois assim terão noção dos conteúdos acadêmicos que os filhos acham mais difíceis”, diz.

Eloisa afirma que a criança só fica madura o suficiente para organizar sua vida escolar, especialmente com relação a provas, no fim do ensino médio. “Até lá, ela não tem autonomia de planejamento e os pais precisam auxiliá-la”, diz. Isso significa que cabe aos responsáveis não apenas verificar as datas em que serão aplicadas as provas, mas também o conteúdo que será avaliado. “Essa ideia de que a criança tem que ser responsável é balela de adulto. Crianças não são e não podem ser responsáveis – e os pais precisam se conscientizar de que faz parte de sua função na família acompanhar o desenvolvimento intelectual de seus filhos”, fala Eloisa.

Contudo, não é dever dos pais ensinar, já que isso é responsabilidade da escola. A psicopedagoga explica que a função da família durante a idade escolar das crianças é acompanhar o processo que se desenrola ao longo de todo o ano, interessando-se pelo conteúdo ensinado e pelas atividades desenvolvidas pela criança enquanto está na escola. “Só assim será possível saber quais são suas dificuldades e, então, cobrar dos educadores uma solução com relação a essas dificuldades”, avalia.

“Quando a criança não está interagindo e entendendo a matéria, a responsabilidade em reverter a situação é do educador. Mesmo que a criança tenha limitações, o professor tem que dar um jeito, por exemplo, simplificando e diversificando a matéria”, fala.

Despertar na criança o gosto por livros também pode resultar boas notas nas provas. Eloisa afirma que a relação da família no incentivo à leitura é fundamental para a vida acadêmica da criança no futuro, pois quem gosta de ler supera todas as dificuldades e perde a ansiedade. “Se a criança tem uma boa leitura, vai ter um bom entendimento do que é ensinado na escola”, garante.

Nesse sentido, pais e mães podem ler com seus filhos notícias de jornais e revistas, situando-os diante dos acontecimentos. “O carinho entre pais e filhos também vem por meio de atitudes”, finaliza.

2 de fev de 2012

Volta às aulas para quem passou longe do inglês nas férias

Em posts anteriores indicamos maneiras de praticar o segundo idioma mesmo em momentos de descontração. Mas, se as crianças relaxaram com o inglês nas férias, não há motivo para tanta preocupação no início do ano letivo.

A pedagoga e mestre em educação infantil, Maria Eleonora Moreira, diz que o ideal seria que os pequenos mantivessem o hábito de praticar a língua mesmo sem frequentar as aulas. Mas ela garante que há maneiras de correr atrás do prejuízo e que o segundo idioma é como matemática: se a pessoa ficar muito tempo sem entrar em contato com a matéria, esquece, mas logo que retoma os exercícios, pega a prática novamente.

Para Maria Eleonora, o segredo da retomada do ritmo escolar está na primeira semana de aula. Muitos pais, diz, não levam a sério os primeiros dias de aula, já que, de fato, neste período escolar não são passados muitos conteúdos e, consequentemente, não é exigido muito das crianças. Mas se engana quem desdenha desta época. “O momento da volta à escola é fundamental para que a criança reconheça seu território, reveja seus colegas e, mais importante, entenda que a rotina de estudos está começando novamente”, afirma.

A pedagoga acrescenta, ainda, que muitas escolas utilizam esse período para fazer uma sondagem, a fim de saber de que ponto os professores devem partir, que conteúdo deve ser revisto e se os conhecimentos passados precisam ser reforçados aos alunos. Por estes motivos, a fatídica semana é tão importante, principalmente para aqueles que tiraram férias até do idioma.

Maria Eleonora afirma que a preparação para a volta às aulas também funciona como um estímulo para que a criança volte à rotina de estudos. E, nesta tarefa, os pais também podem ajudar. “Dias antes de retomar os estudos, os pais devem estimular os pequenos a participar e envolver-se em atividades como encapar livros, escolher o material escolar, separar o material didático e arrumar a mochila”, exemplifica.

Estas pequenas coisas podem ser feitas no segundo idioma da criança, para que ela vá se acostumando novamente a ter contato com a língua. “O importante mesmo é que a criança saiba que, depois de muito tempo, está voltando à velha rotina, e que este retorno seja prazeroso, independentemente de ter mantido o ritmo de estudos nas férias ou não”, diz a pedagoga.