7 de fev de 2012

Rotina de estudos deve incluir participação dos pais

O início do ano letivo é o momento propício para que pais e filhos ajustem, juntos, os seus ponteiros. Para evitar que desgastes surjam ao fim do quarto bimestre, com notas baixas e provas de recuperação, o recomendado é que a interação aconteça desde o primeiro dia de aula – e a dica vale também para as crianças que estudam em escolas bilíngues. É isso que aconselha Eloisa Lima, psicopedagoga e mestre em neurolinguística pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). “O acompanhamento é uma construção de amor e tem a ver com aprendizado”, diz.

Eloisa fala que sentar e interagir com a criança tem efeito bastante positivo para ela. Ela garante que estímulos não são dados apenas em salas de aula e por meio de livros didáticos e salienta que o convívio entre pais e filhos é fundamental para a vida escolar. A psicopedagoga acredita que é válido, inclusive, ir ao teatro ou ao cinema com a criança para, na sequência, debater acerca do que foi assistido.

Nesse sentido, a psicóloga Jéssica Fogaça fala que sempre que os filhos têm a atenção dos pais, o momento torna-se mais prazeroso. “Se os pais se programarem e pararem tudo durante uma hora para ficarem ao lado de seus filhos, mostrando-se disponíveis e os incentivando, o rendimento nos estudos será maior”, orienta. Ela diz que, quando a criança sente que a atividade que ela está fazendo é importante para seus pais, o seu envolvimento também passa a ser maior. Afinal, tudo que ela quer é sentir-se amada e aprovada pelos pais.

Avaliações
Jéssica destaca que algumas crianças não gostam de estudar para as provas porque não sabem exatamente como fazer ou porque deixam para rever as matérias todas de uma vez só. Quando isso acontece, o desgaste é maior e a possibilidade de reter os conteúdos diminui. “Os pais podem e devem ajudar os filhos a organizar uma rotina de estudos. O ideal é começar auxiliando e supervisionando a lição de casa, pois assim terão noção dos conteúdos acadêmicos que os filhos acham mais difíceis”, diz.

Eloisa afirma que a criança só fica madura o suficiente para organizar sua vida escolar, especialmente com relação a provas, no fim do ensino médio. “Até lá, ela não tem autonomia de planejamento e os pais precisam auxiliá-la”, diz. Isso significa que cabe aos responsáveis não apenas verificar as datas em que serão aplicadas as provas, mas também o conteúdo que será avaliado. “Essa ideia de que a criança tem que ser responsável é balela de adulto. Crianças não são e não podem ser responsáveis – e os pais precisam se conscientizar de que faz parte de sua função na família acompanhar o desenvolvimento intelectual de seus filhos”, fala Eloisa.

Contudo, não é dever dos pais ensinar, já que isso é responsabilidade da escola. A psicopedagoga explica que a função da família durante a idade escolar das crianças é acompanhar o processo que se desenrola ao longo de todo o ano, interessando-se pelo conteúdo ensinado e pelas atividades desenvolvidas pela criança enquanto está na escola. “Só assim será possível saber quais são suas dificuldades e, então, cobrar dos educadores uma solução com relação a essas dificuldades”, avalia.

“Quando a criança não está interagindo e entendendo a matéria, a responsabilidade em reverter a situação é do educador. Mesmo que a criança tenha limitações, o professor tem que dar um jeito, por exemplo, simplificando e diversificando a matéria”, fala.

Despertar na criança o gosto por livros também pode resultar boas notas nas provas. Eloisa afirma que a relação da família no incentivo à leitura é fundamental para a vida acadêmica da criança no futuro, pois quem gosta de ler supera todas as dificuldades e perde a ansiedade. “Se a criança tem uma boa leitura, vai ter um bom entendimento do que é ensinado na escola”, garante.

Nesse sentido, pais e mães podem ler com seus filhos notícias de jornais e revistas, situando-os diante dos acontecimentos. “O carinho entre pais e filhos também vem por meio de atitudes”, finaliza.

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