1 de mar de 2012

Crianças mais velhas conseguem adaptar-se em escola bilíngue

Novos professores, novo ambiente, diferentes tipos de didática e colegas que já se conhecem de outros carnavais. Mudar de escola já é difícil para qualquer criança. Este processo, geralmente, envolve docentes, pais e o próprio aluno, que deve, pacientemente, passar pelo período de adaptação.

Quando as crianças são matriculadas em uma escola bilíngue e há um novo idioma envolvido, as diferenças são ainda maiores, afirma a psicopedagoga Mariângela Mello. Ela conta que, neste caso, o pequeno enfrentará todas as dificuldades típicas da mudança e ainda terá que lidar com o fato de estar “atrasado” em relação aos colegas.

“A criança que entra mais tarde em uma escola bilíngue terá que aprender a aceitar que seus colegas estão em um nível mais avançado no inglês e, mais do que isso, terá que adaptar-se à imersão em outro idioma e cultura que, certamente, será muito diferente da realidade escolar vivida anteriormente por ela”, diz a especialista.

Adaptação sem traumas
Para facilitar o ingresso da criança em sua nova realidade escolar, algumas escolas trabalham com um programa de adaptação à educação bilíngue. Renata Fonseca, coordenadora do Fundamental 1 e 2 da Maple Bear Tatuapé, conta que qualquer criança que tenha um histórico escolar legalizado pode matricular-se na escola bilíngue.

Porém, afirma a coordenadora, desde o início do ano letivo, os novos alunos são convocados para aulas de reforço – das quais fazem parte exercícios de suplemento de acordo com a série do aluno e o que mais o professor considerar importante para que a criança consiga acompanhar as aulas. “Em sala, pedimos aos professores atenção especial a essas crianças, para que se sintam menos perdidas nas aulas. Pedimos também aos pais que ajudem seus filhos em casa ou até que tenham um professor particular nos primeiros seis meses de aula”, aponta.

Os efeitos destes esforços variam caso a caso. Renata lembra que cada criança tem sua própria aptidão linguística, ou seja, algumas se saem muito bem e absorvem a língua rapidamente e outras precisam permanecer no reforço o ano todo. Mas, na maioria dos casos, o retorno, seja ele em curto ou longo prazo, é muito satisfatório. “Geralmente, os resultados são muito positivos e as crianças tornam-se progressivamente competentes em outro idioma”, afirma.

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