19 de mar de 2012

Para que servem as avaliações

Temida por muitos alunos e com resultados questionáveis, as famosas provas – utilizadas como meio de avaliação tradicional no ensino – já não são mais a única ferramenta que o professor tem para acompanhar o desempenho de seus alunos.

A pedagoga Maria Clara Sampaio afirma que a prova ainda pode ser uma boa aliada do educador, mas diz que os métodos de aplicação, hoje, devem ser diferentes. Ela conta que havia uma época em que os alunos eram frequentemente surpreendidos com provas surpresas, chamadas orais e questões dissertativas super extensas e com enunciados de difícil compreensão.

Por estes fatores, a ferramenta passou a ser motivo de terror entre as crianças. E, para Maria Clara, se o aluno responde às questões abalado pelo nervosismo e medo, com certeza seu desempenho será menor do que em condições normais. “Se a prova passar a ser apenas uma avaliação como tantas outras e for elaborada com o objetivo de obter respostas não apenas decoradas, mas com desenvolvimento de raciocínio do aluno, ela ainda pode ser uma maneira eficiente de saber se a criança está absorvendo o conteúdo ministrado”, afirma.

Outros métodos

Muitas escolas já utilizam mais de um meio de avaliação. Cintia Sant’Anna, coordenadora de treinamentos acadêmicos da Maple Bear, escola canadense bilíngue, acredita que o processo de avaliação dos alunos deve ser constante e não apenas baseado em situações pontuais.

Na Maple Bear, por exemplo, a coordenadora conta que as crianças passam por uma avaliação formativa, em que os alunos podem trabalhar junto com o professor para perceber quais os pontos que podem ou devem ser melhorados e qual a melhor maneira de alcançar os resultados esperados.

Neste caso, o professor atua como um observador constante que avalia os pequenos durante todo o ano. “Com uma prova em determinado momento, é complicado saber se a criança aprendeu ou não. Já se o seu processo de aprendizagem for acompanhado de perto é mais fácil enxergar se o aluno está progredindo ou não”, explica Cintia.

Ao utilizar este método, comenta a coordenadora, é mais difícil ocorrerem situações como a repetência. Segundo ela, caso seja identificado que algum aluno está com dificuldades em atingir as metas estabelecidas, são feitos planejamentos especiais para que a criança alcance o estágio necessário. “Nosso intuito não é julgar os alunos, mas contribuir para o seu desenvolvimento. Acompanhamos os passos para que, ao chegar ao final do ano, dê tudo certo sem grandes traumas. É importante saber as capacidades das crianças e, mais do que tudo, entender que elas são diferentes e, por isso, devem ser avaliadas de uma maneira justa”, esclarece.

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