24 de abr de 2012

Diferenças de aprendizagem


As novas gerações têm mais acesso a informações de diversas partes do mundo do que seus pais ou avós tiveram. Com a ajuda da internet, as fronteiras entre os países diminuíram e suas culturas estão cada vez mais acessíveis. Assim, muitas vezes, aprender um segundo ou terceiro idioma parte muito mais da necessidade do que do próprio interesse do indivíduo.

E, quando quem busca essas informações, seja por vontade própria ou necessidade, é uma criança mais nova, as facilidades para aprender outra língua são bem maiores. Neide Carvalho, professora do Centro de Idiomas da Faculdade Pitágoras Betim, comenta que isso acontece porque as crianças são mais propensas às mudanças do que os adultos. Como ela explica, isso faz com que elas não tenham receio de errar – princípio básico para a aprendizagem. “As crianças aprendem brincando, este é o período em que elas adquirem mais conhecimentos de vida”, destaca.

Infelizmente, o processo de ensino de uma segunda língua para os adolescentes não é o mesmo e requer um pouco mais de atenção. “Os mais velhos têm medo de errar e serem criticados pelos amigos da mesma idade”, comenta a profissional. Para ela, esta fase é uma das mais difíceis de inserir um novo idioma, porque faz parte da adolescência a autoafirmação, a necessidade de ser aceito pelo grupo e, principalmente, o medo da crítica.

Alternativas

Para amenizar possíveis dificuldades de aprendizagem, tanto dos menores quanto dos mais velhos, a integração dos alunos por meio de interesses em comum pode se revelar uma boa alternativa. “Muitas vezes, agrupar crianças que se dão bem é uma boa dica, pois com o amigo ele se sentirá mais à vontade para falar outro idioma. O processo consiste, basicamente, em um amigo ajudar o outro”, observa Neide.

Para ela, professores e profissionais da educação devem levar em consideração o conhecimento prévio de cada aluno, valorizando todas as contribuições que eles levam para dentro da sala de aula. Isso ajuda a desenvolver a autoconfiança dos estudantes e a melhorar estratégias de aprendizagem, uma vez que cada um aprende do seu jeito, no seu tempo.

“Estas estratégias devem estar ligadas ao que é prazeroso para o aluno, unindo o útil ao agradável. As aulas de reforço, por exemplo, talvez tenham esse papel de ajudar cada um a descobrir suas próprias estratégias”, conclui a professora.

2 comentários:

  1. Comentários bem sugestivos e relevantes.
    Parabéns pela matéria professores.

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  2. Obrigado, Ailtão. É bom conhecer mais pessoas interessadas pelo assunto. Continue participando!

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