3 de mai de 2012

Mundo globalizado exige jovem bilíngue


Não são novidades no currículo escolar de institutos de ensino brasileiros matérias como inglês e espanhol. O contato dos alunos com um segundo e até terceiro idioma sempre foi considerado importante. Mas, hoje, este aprendizado deve ser levado muito mais a sério.

Para Fábio Mello, psicopedagogo e linguista, o mundo cada vez mais globalizado faz com que o domínio e a fluência em outras línguas sejam itens obrigatórios na bagagem dos jovens – não só para entrar no mercado de trabalho, mas até mesmo no cotidiano, que está cada vez mais dinâmico e bilíngue. “Uma criança que não tenha noção alguma de inglês, por exemplo, não consegue nem acessar a internet com fluidez. Mais até do que a rede virtual, outras plataformas atrativas para os jovens, como jogos de videogame, são completamente incompreensíveis sem o conhecimento do idioma. Ou seja, nosso lazer e dia a dia passaram a ser bilíngues”, aponta.

Maria Lúcia Andrade concorda. A psicóloga comenta ainda que este fenômeno não tem a ver apenas com a língua. “Até a maneira de fazer negócios muda com a globalização. Temos no Brasil muitas multinacionais em que a cultura de trabalho é americana, por exemplo. Apesar de cada país manter suas particularidades, há uma nova forma comum de comunicação e comportamento. O jovem, mais do que nunca, deve estar atento a tudo isso”, ressalta.

Antenados desde pequenos
Na visão de Mello, alunos de escolas bilíngues saem na frente dos demais na hora de lidar com o novo mundo e suas consequentes tecnologias e exigências. O psicopedagogo acredita que instituições de ensino como a Maple Bear Canadian School estão munidas de infraestrutura suficiente para fazer com que as crianças estejam preparadas a enfrentar a globalização. “Escolas bilíngues naturalmente obrigam os alunos a pensar de maneiras diferentes. Estas crianças estão expostas a dois idiomas e duas visões de mundo ao mesmo tempo. Elas vivem uma imersão cultural e linguística e esta experiência, vivenciada desde muito cedo, passa a ser um diferencial gritante ao longo da vida”, afirma.

Para Maria Lúcia, de fato, a melhor escolha dos pais é fazer com que seus filhos tenham contato com o idioma inglês e com a cultura de outros países ainda na infância. A psicóloga explica que, até os seis anos de idade, as crianças absorvem informações como uma esponja. “Quanto antes elas entenderem como funciona nossa sociedade globalizada, menos traumatizante será crescer e ter que lidar com ela. Certamente, crianças que passam por uma educação bilíngue estão mais preparadas para o mundo e creio que este tipo de ensino é uma tendência para os novos tempos”, aponta.

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