28 de jun de 2012

Como a arte ajuda no aprendizado bilíngue

A utilização da arte na sala de aula vem se fortalecendo como uma das principais estratégias para alfabetização de crianças. É uma forma dos pequeninos expressarem seus sentimentos e também de formar e ampliar seu vocabulário.  

A pedagoga hospitalar Rosana Gianonni é uma grande entusiasta do uso da arte na educação. Para ela, é uma forma de aproximar o conhecimento do universo da criança. “A arte trabalha com emoção, criatividade e ludicidade. Mais do que facilitar associações, faz com que o ensino ganhe um significado”, explica a especialista, que coordena escolas dentro Hospital Beneficência Portuguesa e do Hospital A.C. Camargo, ambos em São Paulo. 

Para a professora do curso de Pedagogia da Faculdade Pitágoras de Belo Horizonte, Thais Nogueira Gil, a arte pode ser introduzida a partir dos três anos. “Na proposta artística desafiadora a criança é levada a criar algumas soluções, como a improvisação teatral. Para isso, ela observa, analisa, arrisca e cria”, destaca Thais. 

Bilinguismo
A professora não tem dúvidas de que a arte é uma forte aliada na aprendizagem de uma nova língua. Ela ressalta que, ao cantar e ouvir a mesma música várias vezes, a criança reconhece as palavras e se familiariza com o padrão da língua estrangeira. “Muitas vezes, quando se dá conta, já sabe muito mais do que imagina”, afirma. 

A diretora pedagógica da Maple Bear de Jundiaí (SP), Marizilda Martins, concorda e acrescenta que os desenhos também são muitos importantes, pois ajudam as crianças, até mesmo as mais novas, a compreender o significado não só de palavras na língua materna, mas também em outros idiomas. 

A Maple Bear utiliza um sistema canadense que visa o desenvolvimento intelectual, criativo, emocional, social e físico dos alunos, sendo a arte um de seus principais pilares. Anualmente, a instituição de ensino promove uma feira de arte e ciências, reunindo trabalhos de alunos de dois a oito anos. 

“Desenvolver o gosto pela arte já na primeira infância é fundamental. Com as exposições, trabalhamos a autoestima da criança, que se sente orgulhosa de si mesma e valorizada pelos demais. É uma oportunidade dela reaprender as lições que teve, de reforçar o vínculo com os pais, que comparecem em peso e ainda é uma vantagem para a escola, que ganha uma decoração bem original”, ressalta Marizilda. “O emprego da arte no ensino bilíngue também contribui para a memorização, concentração e domínio de leitura”. 

25 de jun de 2012

Crianças bilíngues se alfabetizam mais facilmente


Pesquisa da Universidade de York, de Toronto, no Canadá, mostrou que as crianças bilíngues desenvolvem habilidades cognitivas mais rapidamente do que aquelas alfabetizadas somente em uma língua. A aquisição de vocabulário ocorre em um ritmo mais lento, mas a compreensão da estrutura da linguagem é mais profunda e até a capacidade de concentração é maior.
O estudo, publicado na revista Child Development, comparou o desenvolvimento cognitivo verbal e não-verbal de 100 crianças de seis anos, monolíngues em inglês e bilíngues em Inglês-Chinês, Francês-Inglês e Espanhol-Inglês. No artigo, a co-autora e Professora-Investigadora Emérita do Departamento de Psicologia  de York, Ellen Bialysto afirma que a pesquisa mostra que não importa qual a outra língua escolhida - todas as crianças bilíngues têm vantagem sobre as monolíngues em termos de controle cognitivo não-verbal. 

Em termos de aquisição da linguagem, no entanto, o estudo mostra que alguns tipos de bilinguismo - particularmente quando as línguas são semelhantes em origem - podem ter pequenas vantagens em detrimento de outros. Por exemplo, os bilíngues em Inglês-Espanhol tiveram um desempenho melhor que os bilíngues em Inglês-Chinês e os monolíngues em testes de conhecimento fonológico em inglês.
A investigadora já havia provado em estudos anteriores outras vantagens do bilinguismo, como o atraso no aparecimento de sintomas de demência. Os benefícios do bilinguismo são evidentes em todas as fases da vida, desde a infância até a terceira idade. Ellen acredita conclui que, se as crianças estão em uma posição de aprender e falar outra língua, os pais devem definitivamente fazer de tudo para incentivar isso.

O link com a matéria completa publicada na revista Child Development é o http://news.yorku.ca/2012/02/08/bilingual-children-gain-better-focus-literacy-skills-york-u-study/ 

21 de jun de 2012

A fonética e seu papel em nossas vidas

Muita gente sente arrepio quando escuta essa palavra e logo se lembra daqueles símbolos estranhos que aparecem ao lado dos verbetes no dicionário. Mal sabem que a fonética está bem mais presente em suas vidas do que imaginam.  “Todo mundo faz observações sobre sotaques e dialetos. Só não tem uma noção formal”, explica Daniela Oliveira Guimarães, que faz pós-doutorado na Universidade Federal de Minas Gerais e trabalha com linguística, alfabetização e aquisição de escrita pelas crianças.

A fonética nada mais é que o estudo dos sons da fala e pode ser um grande aliado no ensino da língua portuguesa e de um segundo idioma. “Ao ter um conhecimento de fonética, lidamos melhor com a língua, pois sabermos como se pronuncia um som da forma correta, identificarmos significados diferentes ao trocar um som por outro e ela também facilita a alfabetização”, destaca Daniela.

Aprendizado
Os especialistas concordam: não há fórmula mágica para aprender fonemas. “Algumas pessoas possuem o que chamamos de ‘ouvido musical’, o que as ajuda a ouvir e reproduzir os sons corretamente sem o auxilio da fonética, mas isso, infelizmente, é um ‘dom’ que apenas poucas pessoas possuem”, afirma Patrícia Moreira Molnar Silva, especializada em Língua Inglesa pelo Centro Universitário Ibero-Americano. 

As crianças têm uma percepção fonética muito apurada e, por isso, é importante aproveitar a sensibilidade da primeira infância e explorar o quanto antes essa consciência dos diferentes sons. “Após o fechamento das ‘janelas’ do tirocínio, que se dá em torno dos sete anos de idade, o aprendizado dos sons não se dá de maneira tão fácil e natural”, explica Patrícia. 

Músicas, rimas e poemas tornam o aprendizado dos diferentes sons mais lúdico e divertido. Para a diretora pedagógica da Maple Bear Jundiaí, Marizilda Martins, o ensino da fonética também pode ser associado a um contexto, aproximando-o da realidade do aluno. “Um bom exemplo é a palavra chocolate, que tem fonemas difíceis, mas que tem um significado importante para as crianças”, explica.

18 de jun de 2012

Brinquedos e brincadeiras devem ser tratados com seriedade na escola bilíngue

São tantos detalhes a serem considerados na hora de escolher a escola para os filhos que alguns pais acabam se esquecendo de observar itens que, a princípio, parecem irrelevantes. Por exemplo, perguntar como a instituição de ensino bilíngue analisada trata o ato de brincar, quais são os brinquedos ali disponíveis e se os educadores estão preparados para conduzir as brincadeiras. Essas são questões importantes já que, quando está brincando, a criança transmite informações preciosas.

É o que afirma Cintia Sant'Anna, Coordenadora Acadêmica Maple Bear South America. Ela acredita que os benefícios do brincar para a criança são evidentes. Por meio da brincadeira ela é capaz de explorar o mundo e aprender sobre si mesma e sobre os outros. “Como o brincar está integrado ao contexto de desenvolvimento, os diversos comportamentos apresentados pela criança durante as atividades ajudam os professores a compreender o desenvolvimento social e emocional do aluno na escola”, explica.

Papo sério
A brincadeira é um ambiente propício para o desenvolvimento de conversas. Brincar ajuda a criança a se divertir com o idioma. Brincar é o jeito ideal que a criança encontra para expressar sentimentos. No caso da Maple Bear, em alguns períodos do dia as brincadeiras são livres, ficando por conta própria dos próprios alunos. 

Esses momentos “free play” são intercalados com outros em as crianças são estimuladas a participar de atividades em grupo lideradas pelo professor. Nessas horas, empilhar e construir com blocos, por exemplo, pode ser o momento encontrado pelo educador para transmitir conceitos sobre números e a prática científica. Já nas brincadeiras sociodramáticas, as crianças lidam com relacionamentos e sentimentos negativos, reações acompanhadas de perto pelo professor. Em outras atividades, é possível ao educador orientar sobre como fazer escolhas e resolver problemas. 

Nas escolas Maple Bear, brincar constitui ferramenta importante para o acompanhamento da evolução das crianças. Durante os primeiros três anos de idade, os desenvolvimentos emocional e social caminham juntos e as crianças começam a se interessar pela interação com os professores, irmãos e colegas. “O avanço na forma de brincar coincide com as áreas do desenvolvimento: físico, social, emocional e intelectual, que inclui o desenvolvimento cognitivo e da linguagem. É possível determinar o estágio de desenvolvimento da criança ao observá-la brincando”, finaliza Cintia.

14 de jun de 2012

Irmãos gêmeos e a aprendizagem do segundo idioma: com eles é diferente?

O tema “irmãos gêmeos” tem sido frequente nas áreas da psicologia e da educação. E no bilinguismo não seria diferente. Uma das dúvidas é se a aprendizagem dessas crianças ocorre do mesmo modo que as de gestação única. A resposta é sim, segundo Norma Wolffowitz-Sanchez, que possui Mestrado em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem pela PUC-SP e trabalha com consultoria e formação educacional bilíngue.

No entanto, ela, que se interessa ainda mais pelo assunto por ser trigêmea, ressalta que vários aspectos devem ser considerados por pais e educadores quando o assunto é a formação e a educação de irmãos gêmeos, independentemente de eles serem de famílias bilíngues ou de estudarem em escolas bilíngues. São questões que passam, por exemplo, pela formação da individualidade e da convivência com outras crianças e adultos. 

“Irmãos gêmeos convivem muito tempo juntos e, com isso, o desejo de se comunicarem é imperativo. Desde bebês, costumam emitir e trocar sons e gestos entre si e a linguagem que dividem promove proximidade e intimidade mútua. Não é de se surpreender que, quando começa a vida escolar, os pais acabem em dúvida sobre colocar ou não seus filhos gêmeos na mesma escola ou sala de aula”, diz. 

Na sala de aula
Norma explica que, embora haja vários estudos com foco em irmãos gêmeos, não se pode afirmar que cognitivamente há vantagens ou desvantagens de irmãos frequentarem a mesma sala de aula: “Alguns estudos chegam até a recomendar que os gêmeos sejam mantidos juntos nos primeiros anos escolares porque os benefícios superam os possíveis problemas, tais como comparações, competições e distrações. O que existe é uma tendência de deixá-los em classes separadas para que possam desenvolver relações sócio-afetivas independentes, vivenciar experiências próprias e perceber-se como indivíduo único, responsável por suas próprias coisas e seu próprio mundo”. 

A recomendação é sempre observar. Se um dos irmãos apresentar maior ou menor facilidade para aprender a segunda língua e ficar claro que a razão do sofrimento de um deles é o fato de estarem na mesma sala de aula, os pais podem conversar com a escola sobre a possibilidade de separá-los. Se for o contrário – já estudam em classes diferentes – pode-se conversar sobre a possibilidade de juntá-los. “Mas é preciso lembrar: se um irmão tiver problemas de aprendizagem e o outro não, as salas separadas podem evitar disputas e comparações que geram tensões e maior sofrimento”, alerta Norma. 

O mais importante, de acordo com a consultora, é respeitar as características únicas de cada um. Se irmãos gêmeos apresentarem ritmos de aprendizado distintos – o que acontece com a maioria das pessoas, já que cada um tem sua forma e tempo de aprender –, ou ainda se surgir dificuldades com um dos irmãos, eles devem ser tratados em suas individualidades, com ênfase nas diferentes habilidades e competências de cada um, da mesma forma que ocorreria com irmãos não gêmeos.

“No final, o que vale é a opção de cada família, mas não custa destacar que os pais podem e devem a cada ano reavaliar suas decisões, levando em conta também mudanças, interesses e desejos das crianças”, conclui.

11 de jun de 2012

Preparar aulas de inglês para crianças exige dedicação

Camila Costa, professora de educação infantil, trabalhou durante dez anos dando aulas de português para crianças de seis a oito anos. Porém, depois de uma temporada no exterior para cursos de especialização em bilinguismo, sua carreira como professora mudou de direção.

Há três anos, a educadora enfrenta o desafio de ensinar inglês a crianças que estão sendo alfabetizadas em português. “Minha experiência em lecionar o idioma materno tem me ajudado muito a lidar com o nível de compreensão que os alunos têm de aspectos linguísticos como fonemas, gramática e construção de frases. Mas exige dedicação e muita criatividade introduzir o segundo idioma nesta fase escolar”, afirma.

Para Ricardo Moreno, psicopedagogo, de fato, em casos de crianças que têm o português como primeiro idioma e já estão no processo de alfabetização, a introdução da língua inglesa se faz mais complexa. “O professor deve entender, na hora de preparar sua aula, que a criança acabou de compreender que a junção das letras m+e pronuncia-se ‘me’. Agora, o dever deste educador é mostrar que m+e também pode ser pronunciado ‘mi’ e ter um significado diferente”, ressalta.

Camila enfrenta estas dificuldades com muitas brincadeiras e referências, como programas de televisão, revistas em quadrinhos e personagens infantis em sala de aula. “Não é tão difícil porque a maioria das crianças já tem contato com o segundo idioma, mesmo que de uma maneira indireta. Levo para a classe figuras já conhecidas por eles, como programas da Disney, que estão disponíveis nos dois idiomas. Juntos, eu e os alunos vamos entendendo que, nos dois vídeos, os personagens estão vivenciando e falando as mesmas coisas, mas em línguas diferentes”, diz.

A professora ressalta que, a partir do momento em que as crianças entendem que os dois idiomas devem ser pensados de maneira diferente – como se houvesse duas caixinhas separadas no cérebro para cada um –, o ensino flui. “Eles têm muita facilidade, é impressionante como absorvem o conhecimento com rapidez. É só questão de começar o aprendizado”, garante.

Moreno acredita que a metodologia usada por Camila funciona. Porém, o psicopedagogo acredita que a maneira mais eficaz de ensinar inglês às crianças é por meio do aprendizado desde pequenos, muito antes da alfabetização. “O melhor é optar por escolas bilíngues. O contato com os dois idiomas desde o começo da vida escolar faz com que o aprendizado flua sem dificuldades ou confusões”, aconselha.

7 de jun de 2012

Universidade bilíngue no Brasil

Falar um segundo idioma hoje em dia é praticamente fundamental para quem deseja ingressar no mercado de trabalho. Seja inglês, espanhol ou qualquer outra língua estrangeira, o profissional bilíngue, em comparação com outros candidatos, tem muito mais chances durante sua colocação no mercado.

Mais do que estudar o ensino fundamental ou médio em escolas bilíngues, agora também já é possível manter o multiculturalismo e o bilinguismo nos bancos da universidade. Embora ainda seja novidade no país, a Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), no Paraná, já nasceu com essas características. Hoje reúne alunos não só brasileiros, mas de todo o Mercosul, além da Bolívia, Peru, Chile, Equador e Nicarágua.

“Vivemos em uma sociedade multicultural, por isso trabalhar em uma perspectiva intercultural, abordando temas como a diversidade, faz com que o aluno não só reproduza, mas reflita o como e o porquê das relações internacionais serem como são”, ressalta Diana Pereira, coordenadora do curso de Letras, Artes e Mediações Culturais da universidade.

Para ela, tais conceitos contribuem para o desenvolvimento de uma sociedade mais justa, em todos os níveis de relação: social, educacional, econômica etc. “Pensar e refletir sobre sociedades multiculturais é ajudar a promover uma cultura de paz, de integração e de entendimento mútuo”, complementa. 

Além disso, os benefícios de se estudar em uma universidade bilíngue inclui ter o contato com colegas e professores de diferentes partes do mundo. Para Laura Amato, professora de línguas da universidade, além de se aprender outro idioma, no caso o espanhol, os estudantes relacionam-se com diferentes perspectivas, culturas, línguas e origens. “O melhor disso tudo é que esse cenário se concretiza em um ambiente acadêmico, cercado de pesquisa, reflexão e aplicação”, observa.

4 de jun de 2012

Professores devem ficar atentos ao bullying

Apelidar os colegas é uma prática bastante comum, especialmente na infância e adolescência. Quando maliciosa, a brincadeira, no entanto, deixa de lado o tom amigável e assume papel negativo no desenvolvimento social e intelectual de quem recebe o apelido. A isso, dá-se o nome de bullying, um ato que vem ganhando cada vez mais atenção nas escolas em todo o mundo.

Em uma escola bilíngue, isso não é diferente. Eventualmente, o bullying pode acontecer e prejudicar a evolução escolar das crianças. Paula Pessoa Carvalho, psicóloga infantil comportamental e orientadora educacional, explica que o bullying pode ocorrer em qualquer lugar onde existam crianças que se encontram com frequência. “Um dos principais motivos é um círculo vicioso de agressões. A criança que sofre algum tipo de violência ou que vive em um ambiente agressivo reproduz esse comportamento com outras crianças”, explica.

Paula conta que, nesta prática, o agressor seleciona as crianças mais fracas ou quietas, que não irão se defender ou reclamar por agredi-las física ou verbalmente, com apelidos, xingamentos, empurrões, beliscões e tapas.

No caso de escolas bilíngues, que muitas vezes recebem crianças de outras nacionalidades, o bullying pode ser mais frequente, uma vez que as crianças estrangeiras ainda aprenderão o português e são estranhas para os outros colegas. Por outro lado, se uma criança brasileira do grupo passa a errar a pronúncia de uma palavra em inglês, as brincadeiras também podem aparecer.

“No início, as crianças estrangeiras podem sentir um tratamento diferenciado, mas logo se encaixam. O bullying, porém, acontece com crianças que não reclamam da agressão, independentemente da nacionalidade dela. Caso ela tenha essas características – não reclamar, aceitar provocações e não delatar o agressor –, elas podem ser vítimas de bullying”, ressalta a psicóloga.

Consequências agravantes
Uma criança que sofre bullying, especialmente em casos de escolas bilíngues, pode, inclusive, ter sérias consequências que acarretam em problemas de aprendizagem. Como Paula explica, se as crianças são “zoadas” na hora do ensino, elas ficam retraídas, com medo de serem criticadas ou agredidas por outros alunos. “Porém, podem ocorrer outras consequências ainda mais graves, como depressão, faltas injustificadas, doenças psicossomáticas e, futuramente, elas podem se tornar pessoas agressivas”, lembra a profissional.

Para evitar que esse cenário aconteça é preciso ficar atentos aos comportamentos dos estudantes. “Os professores podem ajudar muito, pois eles sabem quem são os alunos mais agressivos, os mais quietos e os tímidos, podendo assim tomar ações contra a violência dentro da escola”, completa Paula.
Além disso, a psicóloga afirma que os educadores podem usar uma tática preventiva com ações de esclarecimento contra o bullying, ou atividades de integração e sensibilização entre as crianças.