30 de jul de 2012

Aulas de idiomas devem ser encaradas como prazer e não como obrigação

Idiomas como inglês e espanhol já fazem parte da grade de disciplinas de muitas escolas brasileiras. E os horários das aulas, o material didático, as provas e a recuperação da matéria em muito se assemelham às outras.

Mas o professor de inglês Luiz Antônio Ferreira acredita que o aprendizado de um segundo ou terceiro idioma deve ser encarado de maneira diferente por professores, pais e alunos. Ele afirma que, diferentemente de matérias como matemática, geografia ou ciências – que são obrigações de aprendizado do aluno –, as aulas de idiomas devem ser vistas como prazer.

Todo aluno precisa conseguir uma nota média nas avaliações para poder passar de ano e não ficar em recuperação. Mas quando se trata de línguas, esse não deveria ser o procedimento, segundo Ferreira. “É lógico que todos os estudantes devem ter a obrigação de comparecer às aulas e de fazer, por exemplo, lições de casa referentes ao que foi aprendido em sala de aula. Mas aqueles que apenas decoram aspectos do idioma para tirar boas notas nas provas não estão, de fato, aprendendo outra língua”, afirma.

A famosa “decoreba” não é recomendada para qualquer disciplina, mas o professor explica que uma criança que não tem aptidão alguma para matérias na área de exatas, por exemplo, pode decorar fórmulas e contas apenas para passar pela escola, mas que, na vida adulta, pode optar por estudar e trabalhar na área de humanas. Já com os idiomas, não é bem assim que funciona.

O professor acredita que é simples fazer com que crianças encarem as aulas de idiomas com prazer e naturalidade. “É só parar de pressionar a criança para não pegar recuperação na escola ou não repetir um nível no curso de idiomas. Existem pessoas com uma facilidade nata de aprender idiomas, outras precisam de mais tempo para conseguir se adaptar a uma nova língua. Tanto pais como professores devem entender isso e se esforçar ao máximo para que os alunos aprendam a enxergar as aulas de idiomas de uma maneira diferente”, diz.

Segundo o professor, hoje em dia os idiomas já não são mais opcionais na vida de profissionais e estudantes, por isso é preciso estar presente na grade curricular de maneira mais eficiente do que nunca.

26 de jul de 2012

Crianças bilíngues são mais espertas

Já sabemos que falar dois idiomas ao mesmo tempo, traz inúmeros benefícios para a vida de uma criança. Porém, além de ter a habilidade de se virar em qualquer lugar do mundo ou conseguir melhores empregos, os bilíngues são, comprovadamente, mais espertos.

É o que informa uma matéria do jornal americano The New York Times. O jornalista Gray Matter juntou pesquisas de cientistas, pesquisadores e educadores que comprovaram, recentemente, que pessoas bilíngues são mais hábeis.

As pesquisas mostram que no cérebro de um bilíngue ambos os sistemas de linguagem estão ativos mesmo quando ele está usando apenas um dos idiomas. Assim, o bilíngue é obrigado a forçar o cérebro para resolver conflitos internos – para não falar a primeira língua quando está se comunicando na segunda –, treinando a mente e fortalecendo seus músculos cognitivos.
Quem fala dois idiomas consegue adaptar-se a diferentes situações e resolver com mais facilidade os dilemas do dia a dia. A experiência bilíngue também parece influenciar o cérebro desde a infância até a velhice. Depois dessa, ninguém mais vai duvidar do poder da linguagem.

Confira a matéria na íntegra e as pesquisas da Universidade Pompeu Fabra (Espanha), Escola Internacional de Estudos Avançados em Triste (Itália) e Universidade da Califórnia (Estados Unidos) no link: http://goo.gl/puciD

25 de jul de 2012

Ensino Bilíngue no Top Blog 2012

Há mais de um ano, o blog Ensino Bilíngue disponibiliza conteúdos informativos sobre bilinguismo e a metodologia de ensino canadense com a ajuda de profissionais renomados, pais, alunos e professores.

Agora, em 2012, o blog está concorrendo ao prêmio Top Blog, na categoria educação. O prêmio tem como objetivo reconhecer e premiar os blogs brasileiros mais populares e que possuam bons conteúdos.

O ranking é feito por meio de júri popular. Todo mundo pode participar. É só clicar no ícone do Top Blog, que fica do lado direito da página inicial do blog Ensino Bilíngue e votar. Cada um pode votar mais de uma vez, por meio de diferentes e-mails e contas em redes sociais como Facebook e Twitter.

Se você gosta do nosso conteúdo, clique e ajude o Ensino Bilíngue a faturar este prêmio!

24 de jul de 2012

Bilinguismo como proteção contra o aparecimento de sintomas de demência

Estudo realizado pelos pesquisadores canadenses Ellen Bialystok, da Universidade de Toronto, Fergus Craik e Morris Freedman, da Universidade de York, examinou o efeito do bilinguismo ao longo da vida sobre a manutenção do funcionamento cognitivo.

O resultado foi o estudo “Bilinguismo como uma proteção contra o aparecimento de sintomas de demência” que apontou que o aparecimento de sintomas de demência na velhice é retardado pelo bilinguismo. A amostra foi selecionada a partir dos registros de 228 pacientes encaminhados a uma clínica de memória com queixas cognitivas. A amostra final incluiu 184 pacientes com diagnóstico de demência, 51% dos quais eram bilíngues.

Os pacientes bilíngues apresentaram sintomas de demência quatro anos mais tarde do que monolíngues, isso, considerando-se todas as outras medidas equivalentes. Além disso, a taxa de declínio nas pontuações do Mini-Mental State Examination (MMSE) - teste usado para triagem de comprometimento cognitivo, comumente utilizada na medicina para o rastreio de demência - ao longo dos quatro anos seguintes ao diagnóstico foi a mesmo para um subgrupo de pacientes em ambos os grupos, sugerindo uma mudança na idade de início, sem qualquer alteração na taxa de progressão.

De acordo com a pesquisa, um atraso de pelo menos seis meses teria implicações substanciais na saúde pública dos Estados Unidos. Muitos dos fatores de predisposição de uma pessoa à demência são biológicos, então a busca por métodos para retardar o início concentrou-se em grande medida em terapias farmacológicas ou biológicas. Há uma evidência crescente, no entanto, que alguns fatores ambientais podem manter o funcionamento cognitivo em adultos mais velhos e mitigar os efeitos das doenças que produzem demência. Notadamente, as pesquisas sobre "reserva cognitiva" demonstraram que os fatores de estilo de vida, tais como atividade física, leitura estimulante e engajamento social desempenham um papel que pode postergar o aparecimento da doença de Alzheimer e outras demências.

O texto na íntegra está disponível no link: http://www.intraspec.ca/Bialystok_Craik_Freedman.pdf

20 de jul de 2012

Bolsas de estudo no exterior e a proficiência no segundo idioma

O governo federal brasileiro tem implementado medidas para incentivar alunos brasileiros a estudar no exterior. O programa Ciência sem Fronteiras, por exemplo, tem o objetivo de conceder mais de 100 mil bolsas de estudo em vários países até 2014. O acordo bilateral inclui cursos de graduação, doutorado e pós-doutorado.

Para concorrer a uma dessas bolsas no exterior, o interessado deve comprovar a proficiência no idioma do país de destino, já que o financiamento não inclui aulas de línguas.

Roberto Nunes, professor do departamento de Licenciatura em Ciências da Universidade de São Paulo (USP), afirma que algumas tentativas de ganhar uma bolsa esbarram na falta do segundo idioma, que pode limitar o intercâmbio estudantil em outros países. Ele afirma que mesmo alunos com muito potencial, mas que não têm domínio de idiomas como inglês ou espanhol, ficam de fora dos beneficiados. “Aí fica inviável tentar ganhar a bolsa”, diz.

O professor conta que muitas universidades brasileiras já têm parcerias com instituições estrangeiras e enviam alunos para países como Canadá, Estados Unidos, Portugal e Espanha para fazer mestrado e doutorado sanduíche – cursos em que o estudante faz parte de sua tese no exterior.

Nunes ressalta que a troca de conhecimento entre os países é de extrema importância para aprimorar o ensino brasileiro e o aprendizado dos estudantes. “O aluno que passa um tempo estudando no exterior volta com uma bagagem repleta de novos conhecimentos e visão mais ampla sobre o mundo e sobre o assunto estudado, podendo trazer até novas soluções ou inovações a serem implantadas no ensino brasileiro”, diz.

18 de jul de 2012

Bilinguismo: consequências para a mente e o cérebro

Pesquisadores do Departamento de Psicologia da Universidade de York e da Universidade de Toronto (Canadá) apresentaram estudos recentes que demonstram que o cérebro das pessoas bilíngues estão mais protegidos do declínio cognitivo e podem retardar o aparecimento de doenças degenerativas.

O estudo “Bilinguismo: consequências para a mente e o cérebro”, publicado na revista médica “Trends in Cognitive Sciences”, indica que o cérebro de pessoas fluentes em dois idiomas é menos suscetível a doenças como o Alzheimer. Eles apontaram que o bilinguismo teria um efeito leve entre os adultos, mas um impacto maior na velhice, um conceito conhecido como “reserva cognitiva”.

No estudo, os cientistas utilizaram métodos comportamentais e de neuroimagem para examinar os efeitos do bilinguismo sobre a cognição na vida adulta e explorar os mecanismos possíveis para esses efeitos.

Eles acreditam que o uso de duas línguas estimula regiões do cérebro que são básicas para a atenção geral e o controle cognitivo. Por ter que administrar duas línguas simultaneamente, o sistema de controle executivo do cérebro, que é o que facilita a concentração, é executado de forma contínua para evitar conflitos entre as línguas.

A reserva cognitiva é uma área de pesquisa fundamental no contexto de envelhecimento da população. E a possibilidade de que o bilinguismo contribua para a reserva cognitiva é, portanto, de importância crescente para todos os países.

12 de jul de 2012

Uma escolha bilíngue

Quando o engenheiro Gustavo Assad Kury começou a conversar com a esposa sobre a escola em que a filha Julia, na época com dois anos, iria estudar, ele defendeu que a instituição tinha que ser bilíngue. Eles analisaram as características que precisavam levar em consideração e, com a decisão tomada, escolheram uma escola bilíngue para a filha, hoje com quase três anos.

O engenheiro conta que fez cursos de inglês e intercâmbios na adolescência, mas hoje não fala o idioma. Kury diz ainda que trabalha com engenharia civil e, por isso, não precisa utilizar o inglês, mas que se escolhesse qualquer outra carreira, a língua seria obrigatória. “O mercado de trabalho pede, então nada melhor do que minha filha, com seis ou sete anos, já dominar o inglês. O importante para mim é que a língua seja automática na cabeça dela, que ela não esqueça. Aprender desde pequena é muito mais fácil e prático”, afirma.

Há seis meses, a psicóloga Tatiana Nardini, também se deparou com o desafio de escolher uma escola para o seu filho, João Victor, então com um ano e meio. Mas, para ela, a decisão foi mais difícil.
Apesar de saber da importância da segunda língua na vida do filho, Tatiana ficou em dúvida sobre como seria o dia a dia do João Victor com dois idiomas. “É muito difícil escolher escola para o filho, pois é um ambiente em que ele vai passar praticamente mais tempo do que em casa. E eu ainda tinha receio pelo contato com duas línguas desde tão novinho”, conta. Mas, depois de muita pesquisa, a psicóloga optou pelo ensino bilíngue.

Tatiana conta que o principal fator que contribuiu para a escolha foi a metodologia adotada. “Tinha muitas dúvidas, mas fui até lá, conversei muito e achei o ambiente muito interessante. Eu busquei uma escola bilíngue e com metodologia eficiente”, ressalta.

Kury e a pequena Julia também não se arrependeram da escolha. “Ela se sente muito bem na escola e o ambiente também agrada à minha esposa por conta do ambiente”, diz.

Julia e João Victor já estão balbuciando algumas palavras em inglês. “A Julia ainda não fala nem português direito, então tem que prestar bastante atenção para saber o que ela está querendo dizer. Mas é muito legal”, conta Kury. “O João já fala principalmente as cores em inglês e nós tentamos incentivar em casa, contando historinhas em inglês e aprendendo com ele também”, relata Tatiana, orgulhosa do pequenino depois de apenas seis meses na escola.

5 de jul de 2012

Metodologia canadense com tempero brasileiro

Como já foi explicado em outros posts, a Maple Bear Canadian School tem como base a metodologia canadense de ensino, que segue os princípios da educação holística – em que o ensino está voltado para o desenvolvimento da criança como um todo, envolvendo não apenas a parte intelectual, mas também emocional, física e social. 

Também já contamos que o ensino canadense é considerado um dos melhores do mundo. Mas como será que a metodologia e o conteúdo canadenses são adaptados para as escolas brasileiras?

Cintia Sant'Anna, coordenadora acadêmica da Maple Bear, conta que materiais didáticos para disciplinas como ciências e matemática, lecionadas em inglês no primeiro ciclo do ensino fundamental, não precisam passar por nenhuma adaptação. Segundo a coordenadora, foi feito um estudo do currículo do 1º ao 5º ano e constatado que o material canadense cobre as exigências do ensino brasileiro, estipuladas pelo Ministério da Educação (MEC). 

Já em disciplinas como English Language Arts (Língua Inglesa) e Língua Portuguesa, que envolvem linguagem, as escolas utilizam grande variedade de literatura e diferentes gêneros, seguindo a metodologia utilizada pelos canadenses, ou seja, as mesmas estratégias de ensino baseadas na visão holística. “A Maple Bear fez estudos e analisou que as estratégias utilizadas no Canadá respeitam a individualidade dos alunos, oferecendo estímulos adequados ao desenvolvimento de suas habilidades e competências, o que funciona tanto no ensino de inglês como de português”, afirma Cintia.

Matérias como história e geografia, por conta de seu conteúdo, não têm base no ensino canadense e são ministradas seguindo o currículo nacional. 

Vale lembrar que nas escolas Maple Bear, as crianças passam por uma imersão total da língua inglesa desde os dois anos de idade, fazendo com que cresçam em contato não só com o idioma, mas também com aspectos culturais e comportamentais do Canadá. Hoje, já são mais de 30 escolas certificadas no país.

2 de jul de 2012

Crianças com altas habilidades e os idiomas

Seu filho ou aluno é muito curioso, não para de fazer perguntas e tem muito interesse por um determinado tema? Ao mesmo tempo, esta criança tem dificuldades de se concentrar e, por vezes, fica muito agitada?

Crianças com estas características muitas vezes dão trabalho em sala de aula ou na hora de fazer lições de casa. Algumas, ao serem avaliadas por profissionais como psicólogos e neurologistas são diagnosticadas com Distúrbio de Déficit de Atenção (DDA) ou como superativas. Mas, em certos casos, os diagnósticos estão errados.

A criança com esses sintomas pode ter, na verdade, apenas alta habilidade ou superdotação, termo correto para definir crianças superdotadas, que não são mais chamadas assim por terem o nome da habilidade carregado de mitos que não são reais. Quem explica é Ada Toscanini, presidente da Associação Paulista para Altas Habilidades/Superdotação (APAHSD).

Características e diagnósticos errados
Ada explica que uma pessoa com superdotação não necessariamente domina todos os assuntos. Alta habilidade nada mais é do que o desenvolvimento acelerado de algumas áreas da inteligência, portanto, essas pessoas podem apresentar altas habilidades apenas em um tema específico e ter muita dificuldade de concentração quando se trata de outros assuntos. “As crianças com alta habilidade se interessam por um tema não conseguem focar em mais nada. Esta característica, inclusive, é vista como falta de atenção por pais e professores”, afirma.

A presidente da APAHSD conta que, no Brasil, ainda é muito difícil reconhecer uma criança com superdotada. Sem a informação necessária para serem reconhecidas com altas habilidades, muitas crianças passam por tratamentos inapropriados com remédios ou terapia convencional. Porém, Ada ressalta que a inteligência, felizmente, não será sanada com remédio e que a terapia, se mal conduzida, poderá fazer com que a criança sinta-se incompreendida e causadora de problemas. “Em vez de incentivar a alta habilidade, o tratamento errado atrapalha o desenvolvimento da criança”, ressalta.

Ensino bilíngue
Ada afirma que, depois do reconhecimento da superdotação, o ensino bilíngue não deve ser evitado, mesmo se a criança não apresentar altas habilidades em linguagem ou idiomas. Para ela, a melhor idade para qualquer pessoa assimilar um segundo idioma é na primeira infância, até os seis anos de idade. “Conheço muitas crianças com altas habilidades que falam dois idiomas. Se começar desde pequeno, o bilinguismo desenvolve o intelecto e faz com que a criança aprenda com naturalidade”, afirma.

Identificação
Mas como reconhecer um superdotado? Ada afirma que a noção de superdotação chegou ao Brasil apenas no ano de 2002, por isso temos poucos profissionais especializados na área e ainda é tão difícil o reconhecimento dessas características. Ela afirma que a maioria das instituições utiliza o teste de Quociente de Inteligência (QI) como único instrumento capaz de avaliar altas habilidades, mas que a ferramenta nem sempre é suficiente. “Em alguns casos, a pessoa tem alta habilidade em apenas um tema e este pode ser música, que não é avaliado no teste de QI. Para fazer um bom diagnóstico, a associação conta com nove profissionais de áreas diferentes para fazer avaliações. Só assim temos a exata noção de habilidade da criança”, conta.

A alta habilidade não exige tratamento, mas estímulos para que a criança aprenda com profundidade o tema que lhe interessa e consiga concentrar-se em outros assuntos. Na APAHSD, as crianças passam por aulas de Yogaterapia e terapia de autoconhecimento. A associação também orienta pais e professores para que saibam lidar com a criança da melhor maneira possível, com estímulo nas áreas de desenvolvimento acelerado e sem pressão em matérias que a criança tenha dificuldade.

Quem tiver interesse pode entrar em contato com a Associação Paulista para Altas Habilidades/Superdotação (APAHSD) pelo telefone (11) 5092-2759 ou pelo e-mail: faleconosco@apahsd.org.br