2 de ago de 2012

Aprender inglês desde cedo compensa no bolso e proficiência atrai oportunidades

Já comentamos aqui no blog que muitos alunos com enorme potencial perdem oportunidades de concorrer a bolsas de estudos de graduação, mestrado ou doutorado no exterior por conta de seu baixo conhecimento do segundo idioma. Foi pensando nisso que o Governo Federal brasileiro irá lançar no mês de agosto o programa Inglês Sem Fronteiras. O programa é voltado para os 100 mil estudantes com melhores resultados no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) – potenciais candidatos a 101 mil bolsas para estudar no exterior que devem ser concedidas até 2015.

Os selecionados passarão por uma prova de conhecimento do idioma e aqueles que ficarem entre patamares intermediários terão a oportunidade de fazer um curso de seis meses de inglês intensivo gratuito em universidades federais.

A iniciativa do governo é ótima, mas o problema poderia ser amenizado se os brasileiros não deixassem para aprender inglês tão tarde. Essa é a opinião de Ricardo Fontes, diretor de uma rede de escolas de inglês no interior de São Paulo. Ele conta que todos os meses aparecem adultos com mais de trinta anos de idade desesperados para dominar o idioma em menos de um mês, a fim de não perder uma oportunidade de transferência para o exterior ou novo emprego.

Só que o aprendizado não é assim tão simples. “As pessoas vêm atrás de um milagre e isso não podemos oferecer. Seria muito mais simples começar a ter contato com a língua aos poucos, desde cedo, ou por um tempo maior. Em um ou dois meses posso ensinar alguém a responder às perguntas do guarda da alfândega no aeroporto, mas essa pessoa não vai conseguir conversar, trabalhar ou estudar”, ressalta.

Para Fontes, aqueles que começam a ter aulas de inglês logo na infância ou ainda na adolescência, certamente se saem melhor em testes da língua e têm mais chances de conseguir oportunidades de estudar ou trabalhar no exterior. “Se seu cérebro já está acostumado com o idioma, você faz a prova com mais calma, tranquilidade e confiança. Se estiver desesperado e não souber falar a língua direito, é mais fácil cometer erros bobos”, afirma.

O diretor aponta ainda que o investimento no segundo idioma desde pequeno conta também no bolso. Afinal, aulas intensivas de inglês, principalmente as particulares, são muito caras e exigem do aluno a compra de muitos materiais de reforço para que o aprendizado se faça eficiente. “Vale mais a pena pagar aos poucos do que ter que desembolsar uma quantia grande. Sem contar que o inglês de quem fez aulas intensivas nunca será igual ao de quem aprendeu com o tempo”, garante.

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