9 de ago de 2012

Escolas bilíngues e escolas internacionais

Aulas que começam às 8h30 e terminam às 17h, ano letivo que começa apenas em setembro e matérias semestrais. Almoço estilo bandejão, foco em esportes e aulas optativas como cerâmica ou marcenaria. Assim funcionam algumas escolas internacionais que atuam no Brasil.

Como nas escolas bilíngues, o ensino internacional oferece ao aluno acesso ao segundo idioma desde a primeira infância, mas, apesar de parecidos, estes dois tipos de instituições nasceram com propósitos diferentes.

Fernando Schütz, diretor de uma escola internacional alemã, conta que escolas internacionais surgiram por conta da necessidade de educação de famílias estrangeiras residindo no Brasil. Ele diz que antigamente as escolas internacionais aceitavam apenas comunidades específicas de estudantes que vinham de determinados países. Existia a escola alemã, a americana e a francesa, por exemplo, que não aceitavam alunos brasileiros ou de outras nacionalidades.

Schütz explica que as escolas internacionais serviam para que estrangeiros recém-chegados ao Brasil pudessem adaptar-se à cultura brasileira e, aos poucos, aprender o idioma. Já as escolas bilíngues nasceram com o objetivo de oferecer às crianças brasileiras o contato com o segundo idioma e com a cultura de outros países.

Para o diretor, as diferenças continuam as mesmas, mas as regras em ambas instituições são muito mais maleáveis: escolas bilíngues são procuradas por estrangeiros morando no Brasil e nas escolas internacionais tanto o corpo docente quando as turmas de alunos já são compostos por estrangeiros e brasileiros. “Acredito que a maior diferença ainda existente seja a grade curricular. Muitas escolas internacionais ainda atendem apenas ao requisito curricular estrangeiro, podendo atender aos requisitos da política educacional brasileira ou não”, aponta.

Quanto ao aprendizado de línguas, Schütz acredita que ambas as escolas oferecem um ambiente de aquisição de linguagem perfeito, uma vez que o inglês ou qualquer outro segundo idioma não é encarado apenas como um objeto de estudo, mas sim como um instrumento de aprendizado utilizado diariamente dentro de sala de aula e fora dela. “Tornar-se bilíngue é uma consequência natural dos dois tipos de escola, seja a criança brasileira ou estrangeira”, afirma.

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