6 de ago de 2012

Informação e eficácia podem deslanchar ensino bilíngue no Brasil

O Brasil conta com um número crescente de escolas bilíngues. Para Milena Cruz, professora de inglês, o fato explica-se pela conscientização do brasileiro, que hoje entende a importância que o segundo idioma tem na vida de estudantes e profissionais.
Robson Muiños, coordenador de uma escola de idiomas, afirma que o interesse e procura por escolas deste tipo é um avanço para a educação brasileira, entretanto, ele acredita que este tipo de ensino ainda está limitado a poucas crianças.

Milena aponta que as pessoas têm um pouco de receio quanto a escolas bilíngues por causa da metodologia própria que adotam, geralmente diferentes do ensino padrão aplicado no Brasil. “A busca por escolas tradicionais ainda é muito grande e, por isso, escolas bilíngues acabam deixando de inovar por temer espantar novos alunos e pais receosos”, diz.

Já Muiños afirma que o que falta para o ensino bilíngue no Brasil não é a aceitação de novos pais, mas sim a implementação de um ensino forte e eficiente combinada com acesso a informação sobre o tema. Ele conta que muitos pais procuram cursos de inglês para seus filhos já adolescentes por não saberem que o aprendizado na primeira infância pode ser muito mais eficiente. “Recebemos pais de crianças com seis ou sete anos que ficam extremamente preocupados em saber se os filhos conseguirão lidar com o aprendizado de um segundo idioma tão cedo”, diz.

Milena aponta cidades do Canadá – que tem o francês e o inglês como idiomas oficiais – como modelos de bilinguismo. “Nestes lugares, o aprendizado de um segundo idioma é obrigatório. Desde pequenas, praticamente todas as crianças têm acesso à segunda língua e o aprendizado não é superestimado, flui de uma maneira natural. Não precisamos de uma segunda língua oficial para ter o ensino bilíngue implementado e acho que, aos poucos, vamos chegar a uma época em que a fluência em um segundo idioma não será um diferencial, mas algo comum”, afirma.

3 comentários:

  1. Acredito muito no bilinguismo. Na primeira infancia a criança está "aberta" a todos os conhecimentos possíveis, seja na forma de música, artes, matemática, lingua ou outra. Acredito que a criança que é exposta a vários conhecimentos tem um grande diferencial no seu desenvolvimento.
    Para o Brasil, um grande fator que impede que o ensino bilingue seja mais difundido e de qualidade é a falta de professores qualificados. O curso de Pedagogia, que trata da Educaçao Infantil, não aborda a disciplina Inglês e o curso de Letras, que trata do ensino de línguas, não contempla a Educação Infantil. Há uma grande lacuna no Ensino Superior Brasileiro. Acredito que se essa lacuna for preenchida, o Ensino da Lingua Inglesa na Educação Infantil, seja ele de forma bilingue ou não, verá um enorme avanço.

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    1. O Blog Ensino Bilíngue agradece o seu comentário!

      Também acreditamos que ainda há muito que evoluir nesse campo da educação. Contudo, já é possível notar alguns avanços importantes no ensino bilíngue no país. Trabalhamos para continuarmos avançando nessa área do saber.

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  2. Concordo plenamente com as observações feitas pela Cristina Furtado. Já trabalhei em algumas escolas bilíngues e internacionais e atualmente sou bastante procurada por diversas escola que já são bilíngues ou estão implantando o bilinguismo para dar treinamento a estes professores tentando suprir assim o gap deixado pelos cursos de formação. Por conta da legislação brasileira grande parte das escolas bilíngues opta por contratar professores com formação em pedagogia e que tenham vivência no exterior ou sejam "fluentes" no idioma. A grande questão reside no fato de que saber inglês não significa dominar as habilidades e estratégias necessárias para ensinar inglês. Investir na formação de professores é essencial no Brasil e trará benefícios não só para as escolas bilíngues como também para a educação de modo geral

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