20 de ago de 2012

Interesse no aprendizado vem de casa

Em algumas crianças, a vontade de aprender, a sede de conhecimento e a curiosidade estão no DNA. Mas não é todo mundo que gosta de frequentar a escola, prestar atenção nas aulas e ler livros nos momentos de lazer. Para estas pessoas, a psicopedagoga Christiane Dias Freitas afirma que o exemplo é o melhor remédio. Ela diz que alguns pequenos criam uma barreira emocional para aprender coisas novas e essa dificuldade pode se dar em muitas e diferentes disciplinas, inclusive no aprendizado de um segundo idioma.

Christiane conta que meninos e meninas que têm pais que não falam inglês, por exemplo, podem se sentir acanhados em levar para casa conhecimentos que não são comuns em casa. “Uma criança que vê a mãe conversando em um idioma diferente, vai ter curiosidade e interesse em entender o que ela está falando e vai querer aprender a fazer igual. Mas se perceber que está falando coisas que seus pais não entendem, pode passar a ter menos interesse na matéria ou criar um bloqueio”, diz.

O mesmo pode acontecer na situação oposta, quando os pais têm muito domínio no assunto com o qual a criança está tendo o primeiro contato e, por isso, tendem a corrigir o filho e a reprimi-lo por não estar falando corretamente ou utilizando um verbo da maneira errada, por exemplo. Apesar dessa reação, que na maioria dos casos acontece de forma natural e com o objetivo de auxiliar o aprendizado dos filhos, repreender não é a melhor saída.

Christiane afirma que a resistência ao aprendizado pode ser quebrada pelo reforço positivo, um simples exercício dos pais de mostrar aos filhos que obter novos conhecimentos pode ser muito legal. Funciona mais ou menos assim: se os pais perguntarem para o filho o que ele aprendeu na escola no dia e mostrarem empolgação com as novidades e até dividirem um pouco do conhecimento que também têm sobre o assunto, a criança vai se encantar com esta reação e terá o interesse de trazer sempre coisas novas.

“Mesmo se os pais precisarem corrigir o filho, devem fazê-lo de uma maneira positiva. E se não souberem nada sobre o assunto ou não dominarem o idioma, podem e devem fazer perguntas, se interessar em saber como se fala algo naquela língua e fazer associações com ídolos da criança, como atores ou cantores que falam tal idioma”, comenta.

O exemplo está também no ato de ler livros ou jornais aos fins de semana, interessar-se por artes e praticar esportes. “Os filhos tendem a imitar, pelo menos na infância, os gostos e interesses dos pais, sejam eles positivos ou negativos”, ressalta Christiane.

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