11 de set de 2012

Profissão bilíngue: Comércio Exterior


Para dar continuidade à nossa série sobre profissões bilíngues, conversamos com Giovanna Oleon, recém-formada em Comércio Exterior. Ela conquistou uma disputada vaga de treinee na área em uma empresa multinacional por conta de sua fluência no idioma inglês.

Giovanna afirma que a vaga ficou entre ela e mais duas pessoas. “Passamos todos por um longo processo seletivo e, em uma das últimas fases, precisávamos vivenciar uma situação corriqueira da profissão, como negociar importação e exportação de produtos, além de conversar com fornecedores. Mas estas simulações foram todas feitas em inglês e, ao ser contratada, meu chefe me contou que tive destaque por saber me expressar muito bem em um segundo idioma”, diz.

Inglês na prática

Além de ter muito contato com a língua inglesa por meio de músicas e filmes, Giovanna começou a ter aulas do idioma com apenas 12 anos de idade. Para correr atrás do atraso, aos 17 anos, ela passou cerca de 10 meses na Austrália e lá, adquiriu a fluência na língua inglesa. Mas a relação entre a profissional e o idioma não acaba por aí.

Giovanna conhecia histórias de amigos que, depois de voltarem para casa, haviam perdido a fluência do inglês com a mesma facilidade com que o tinham adquirido no exterior. Para não ter o mesmo fim, antes mesmo de entrar na faculdade, ela fez estágio na área de vendas em uma empresa que importava insumos do exterior. “Falava inglês todos os dias no trabalho, principalmente atendendo a telefonemas. Assim, treinei muito minha audição e minha fala. Às vezes, era bem difícil entender e me fazer entender pela pessoa do outro lado da linha, que era, geralmente, chinesa ou indiana”, lembra.

Foi por conta desta experiência que ela optou pela carreira de comércio exterior. Hoje, Giovanna segue praticando o segundo idioma todos os dias e já está começando o curso de espanhol, com pretensão de, daqui a algum tempo, começar a falar francês. Mas, se pudesse ter escolhido, ela teria aprendido todos estes idiomas ainda criança. “Falo pela minha própria experiência com o inglês. É muito difícil assimilar as diferenças e peculiaridades de uma segunda língua depois de fluente na língua materna. Sei que o inglês eu domino bem, mas acredito que os próximos idiomas serão ainda mais difíceis de aprender. E não tem jeito, hoje, todo mundo precisa saber falar outras línguas”, ressalta.

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