20 de set de 2012

Profissão bilíngue: Professor de Inglês



Além de frequentar aulas de idiomas na escola, Camila Vilar Canhete, hoje professora de Inglês em escolas de ensino médio e de idiomas de São Paulo, começou a ter aulas particulares de inglês quando tinha sete anos de idade por influência de sua mãe, que considerava o segundo idioma muito importante. 

Aos 16 anos, passou seis meses na Inglaterra, mas confessa que seu principal objetivo não era aperfeiçoar o inglês. “Sempre quis conhecer a Inglaterra e achei que a experiência como um todo seria extremamente valiosa. A questão da língua acabou sendo uma consequência do intercâmbio”, diz.

Ao entrar na faculdade de letras, Camila estava em dúvida entre trabalhar com inglês ou português. Mas como tinha domínio nos dois idiomas, optou pela dupla licenciatura e, assim, acabou ingressando-se no mercado de trabalho ao lecionar a língua inglesa que, hoje, é sua verdadeira paixão.

Profissão

“Ser um bom professor de uma segunda língua vai além de ser fluente. Muitas pessoas são fluentes em Inglês e nem por isso são bons professores. Um bom professor precisa ter domínio e fluência muito grandes nos dois idiomas, mas, mais do que isso, é preciso estudar muito, saber pontos gramaticais, questões de pronúncia e, principalmente, ter conhecimento dos melhores métodos para facilitar o aprendizado”, comenta a professora.

Camila afirma que professores precisam amar sua profissão para conseguir exercê-la. E garante que, quando se trata de um segundo idioma, a pressão é ainda maior. “Ser professor em qualquer área é um desafio constante, mas a parte mais difícil para um professor de Inglês é a cobrança por parte dos próprios alunos, seus pais e a escola, que esperam resultados rápidos”, conta.

Em compensação, ela acredita que a melhor parte também são os alunos. Camila diz que trabalhar com pessoas diferentes e ter a possibilidade de conhecer a vida de crianças e adolescentes são experiências muito enriquecedoras. “A profissão é cheia de desafios e muda muito de instituição para instituição, então a profissão nunca é igual. E isso é o que é mais interessante em ser professora. Nunca uma aula será igual a outra e nunca um aluno será igual a outro”, garante.

Melhor idade

Como professora, Camila afirma que a melhor época de aprender um segundo idioma é na infância. Ela ressalta que o cérebro de uma criança tem os hemisférios direito e esquerdo mais conectados, o que facilita para que a criança guarde as informações de maneira mais fácil e menos crítica do que um adulto. 

Além disso, os aparelhos auditivo e fonológico de uma criança são muito mais precisos – conseguindo distinguir e assimilar melhor os sons e os fonemas que a língua materna não possui. “Em geral, crianças aprendem mais rápido e com mais facilidade do que adultos, então começar cedo o contato com o Inglês seria ideal. Mas é preciso pesquisar muito bem para encontrar alguma escola ou professor que utilize o melhor método para o aprendizado desse público, pois crianças, adolescentes e adultos aprendem de formas bem diferentes”, alerta.

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